my virtual moleskine

Maicon & Me

June 26, 2009 · 1 Comment

Em casa tinha o disco de Thriller, mas eu não sei bem quem que ouvia, se era meu pai ou minha mãe ou ninguém.

Do clipe, eu tinha pavor da risada do Vincent Price no final, e minha prima de todo o resto. Meu pai às vezes chegava em casa e dava essa risada lá de fora, na minha janela. Nunca achei a menor graça.

Minha irmã dizia que era a fim do Michael Jackson. Eu não consigo e nunca me inspirei em fazer o moonwalk.

“Give in to me” foi a trilha sonora de quando o menino que eu gostava, aos 12 anos, morreu.

“Daqui a muitos anos” era, em certa época, uma medida de tempo comparável a quando o Michael Jackson, a Madonna e a Xuxa estivessem velhos/morressem.

Ano passado, eu e Nosfe chegamos a baixar tutoriais para aprender os passos de Thriller.

Por fim, acho que ele morreu na hora certa. Já estava chegando no ostracismo, estava doente, estava quebrado. Os próximos shows viriam para assinar seu óbito na carreira.

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Congratulashayla

June 18, 2009 · Leave a Comment

Não há palavras. Eu devo ter visto esse vídeo pelo menos vinte vezes no dia e não houve uma em que não caísse pelo menos uma lagriminha durante o riso. É lindo. É WATERMELONDREA.

→ Leave a CommentCategories: infâmia · totalbliss · vídeos

Anacleto Fashion

June 18, 2009 · Leave a Comment

Muito embora este blog tenha virado um Manual da Boa Dona-de-Casa Conservadora, ainda rolam umas COQUELUCHES por aqui. Como por exemplo o selo à direita de quem entra.
Promoção legal, né? Você libera o seu inner Anacleto, cria um nome bacanudo pro site do SPFW e vai ser lindo em Parrí. Vai, participa, não dói nada.
Foi pensando assim que eu ganhei a passagem da Azul – e, bem lembrado, não viajei até hoje.

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Comidas infelizes

June 16, 2009 · 3 Comments

Na época em que era legal ter Orkut, ser amigo do Pereba Nogento, existia uma comunidade do saudoso Golias Miranda que já previa o futuro fracassado da gastronomia mundial: Comidas Babacas. Na descrição, algo como sorvete de dez sabores e não lembro mais o quê.

Antes tivesse parado nisso, lhes digo. Porque no sábado eu tive o prazer de descobrir que o cardápio de alguns restaurantes anda ficando LÚDICO, pra botar num adjetivo mais leve.

Fui num aniversário em uma pizzaria rodízio, e logo que me sentei veio a mocinha oferecer um pedaço de pizza de frango com catupiry. Sim, estamos mais do que acostumados com o sabor caipira nas pizzas mais em conta. Frango com catupiry já é COISA NOSSA. Mas em seguida começou o show de horror: pizza de frango ao molho barbecue (confesso, experimentei, mas me arrependo), de strogonoff, de picadinho de filé, de CACHORRO-QUENTE. Sério. Pizza de cachorro-quente, com direito a ervilhas, batata palha e milho, algo que por si só já é uma invencionice. Saí de lá aguardando a gastrite por contato visual.

Aí o evento me fez pensar nas coisas que ando vendo no supermercado: fandangos de churros, bubbaloo de sorvete napolitano, miojo de misto-quente… Velhos tempos em que eu brigava com minha mãe por ela comprar biscoito de torta de limão – hoje parece perfeitamente razoável. E a pizza no cone? E a maldição do temaki/kony? (Eu sei, Regina Casé já falou de tudo isso no Fantástico de domingo, mas o tema era tendência) Gente, não é que isso tudo é gostoso, a gente tá falando de comida, tem que ser bom e não engraçado. Eu não peço um prato pra ficar rindo na frente dele, cacilda!

E o negócio da coxinha de vários sabores? Gente, co-xi-nha, a da galinha, therefore, DE FRANGO. Se fosse de carne, ou era coxão mole ou risoles.

Eu tenho medo, sabe? Medo do dia em que as comidas babacas reinarão soberanas, além do perímetro dos botecos de rodoviária. Ou do dia em que a culinária do Ferran Adriá (que pra mim chega a ser tão tonta quanto – eu gosto de Cheetos, lembra?) vai encontrar com suas parentes distantes brasileiras, e seremos obrigados a, como já previu Nosferata, INJETAR UMA PAMONHA.

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Juba domada

June 3, 2009 · 6 Comments

Eu vou contar uma coisa e quero todo mundo fingindo espanto quando eu terminar.

O meu cabelo não é liso como eu costumo exibir.

(Vai, comecem: “Oooooooh“)

Depois de algum tempo tentando deixar a cabeleira crescer – pelo menos até embaixo do peito, assim eu podia sair de SEREIA no carnaval – enchi o saco e passei a tesoura, deixando tudo na altura dos ombros. Achava que ia conseguir deixar amassadinho e nunca mais ia fazer escova.

Ledo engano. Continuei fazendo escova, para esquecer o comentário do Jorge (”Ficou hippie”).

Então meu soulmate Marcuix resolveu tomar uma providência: na minha despedida, ele levou uma sacola com vários produtos da empresa onde ele trabalha, entre eles o shampoo Dove Advanced Therapy e o condicionador leave-on da mesma linha. Segundo ele, era para que eu realmente abandonasse aquele CABELO INTERCÂMBIO que eu andava ostentando.

E, olha, funcionou. Desde então raramente usei o secador. Lavo, borrifo o leave-on e prendo um coque, para soltar quando estiver menos úmido. A franja eu puxo pro lado com um grampo, e depois ela fica no lugar. Ontem mesmo dormi de cabelo molhado e não acordei com cara de Bethânia.

Quer dizer, uma pessoa com bem menos cabelo que eu sabe melhor o que fazer pra não abrir os pulsos de tanto fazer escova. Obrigada, amigo, obrigada, Dove!

(o post não é pago, mas pode estar sendo, hm?)

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Encafofada, as well

May 27, 2009 · 1 Comment

Aluguei um apartamento, finalmente.

Não tinha contado aqui, mas na verdade esse é o segundo. Foi assim: há um mês, achei uma kit bonitinha, com ar-condicionado e blindex, tudo certo. Aluguei, paguei a caução, peguei a chave e, ao apresentar o lugar para o namorado, percebi aos poucos que ela tinha sido arrombada. Quando digo aos poucos, é porque demorou bem uma meia hora até eu notar que, uai, como assim a pessoa bota Blindex no banheiro e depois TIRA para alugar? Dâr.

Mas enfim, aí achei uma kit perfeita, com varanda e estantes dividindo os ambientes. Um luxo em se tratando de QUITINETE. O melhor de tudo foi o jeito que eu achei essa oferta, mas nem vem ao caso, porque é um lance muito Oprah.

Já, já eu faço igual há alguns posts e mostro o antes e depois do encafofamento. E quero deixar claro que não tem nada de doze metros quadrados, tá? Tem o DOBRO.

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Bla bla bla

May 24, 2009 · 4 Comments

Nota-se que este blog anda desanimadinho. Mas, não, não vim aqui pra dizer que acabou. Vim só admitir meu fracasso em tentar fazer algo mais sério do que um “querido diário”.

No começo foi bem, mas aí você se desanima com o tanto de gente fazendo copy-paste, percebe que proposta não dá ibope – ou pior, proposta não é pra qualquer audiência, vide os comentários que eu recebo – e aí dá preguiça. Não, eu não sou gênio nenhum, não é isso. É só preguiça de voltar aos relatórios da vida que geram tantas opiniões não requisitadas e tanto interesse de gente que você nem sabe quem é.

Era pra ser meu Moleskine virtual, mas meus amigos bem sabem o bode que essa classificação me deu. E eu acabei enchendo meu Moleskine de verdade com anotações de trabalho.

Se eu boto um monte de imagens e vídeos, não sou eu escrevendo. Então quando eu tiver mais do que falar (e, principalmente, uma casa para chamar de minha, minha, só minha, sai da minha casa), eu volto e faço bonitinho.

Enquanto isso, vão lá no twitter, que lá eu posto as asneiras condensadas.

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Paradigma Senior

May 11, 2009 · 1 Comment

Um minuto de silêncio para a tia que na verdade era de todos nós. Aquela que na minha lembrança vai sempre correr atrás de nós com um prato de abacaxi, dizendo “Cooooma, coma só mais um”. A que ficou brava em saber que o Roberto que a visitava era, na verdade, o Mano do colégio das sobrinhas. Aquela que esclareceu de uma vez por todas a função de Nhá Nela em nossas vidas.

Tata, já estamos sentindo sua falta.

→ 1 CommentCategories: declaration of faith

Os de chocadeira

May 11, 2009 · Leave a Comment

Numa clareira do parque, a mulher gritava com alguém. O guarda desceu para ver e voltou dizendo “Acredita que é com o telefone?”. E ela implorava: “Prefiro morar num cubículo e pagar aluguel do que morar com você, mamãe”. Um momento com data apropriada para se dizer a verdade.
“Mamãe, eu quero paz!”

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No restaurante, o cara alto, magro, grisalho e bonito entornava a garrafa número 3 de cerveja. A voz do pedido era meio embargada. “Aôu, uma Orizinau!”. Fumava Carlton e olhava para a rua. Não comeu nada. Na hora de pedir a conta, contestou as seis cervejas – eram só cinco. Depois, a nossa conta foi para ele, ao que ele arguiu que não tinha pedido Coca-Cola (nem picanha, nem água, só cerveja).
Saiu de lá cambaleando e entrou no carro. O garçom e nós dois pedimos secretamente para que ele não cruzasse o caminho de nenhuma família que comemorasse o dia das mães.

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E eu passei o domingo com a pele ardendo e o corpo fraco.

→ Leave a CommentCategories: casos de família · don't ask.

Vertigis

April 30, 2009 · 4 Comments

predio2

Desde que vi essa foto, to pra fazer isso com ela.

→ 4 CommentsCategories: a maravilhosa cozinha