my virtual moleskine

Antes e (seis meses) depois

November 8, 2009 · 3 Comments

Lembra lá em 1915, quando eu disse que ia fazer um post antes-e-depois do meu muquifinho? Pois bem. O tempo passou, eu esqueci, aí lembrei, fiquei com preguiça e acabei desistindo. Eis que acordo ontem possuída pelo demônio das 12-horas-seguidas-de-sono e começo a mudar a casa toda de lugar; e aí, claro, deu a maior vontade de fazer as fotos. Vem comigo, então.

O apartamento (note a hipérbole)

Na verdade eu moro no que pode ser chamado de sala comercial, ou quitinete. Aqui quase não tem divisão, é tudo bem encaixado pra ser prático dentro dos 24 m2 – acho que foi por isso que demorou tanto tempo para eu considerar o lugar “decorado do meu jeito”. O que mais me conquistou foi a estante que “divide” cozinha de quarto – e segundo minha cunhada, é inspirada numa obra do Athos Bulcão, que fica no Palácio do Itamaraty.

Estante

estante, evoluindo


(clique nos thumbnails pra ver as fotos)

Quando eu aluguei, aqui era uma quiti com varanda, só que as esquadrias estavam velhas e mal pregadas, o que fazia a água da chuva entrar pelo vão de baixo. Além disso, tinha uma cortina de escritório hor-ro-ro-sa acoplada. Levei meses nas costas da imobiliária, cobrando para fechar a varanda com blindex e pedindo para tirar aquele show de horror de antes, até que eles mandaram uma dupla de faz-tudo mequetrefe, que acabou fazendo um trabalho de merda e até quebrando uma parede. Não se pode ter tudo. No entanto, ficou melhor: o espaço ficou mais amplo.

Janela

com esquadria/sem cama e sem esquadria/com cama

Na cozinha, coloquei aquela mesa que fiz com o Mano (ver aqui), já que ele saiu daquele cafofo e não precisou mais. No “escritório”, vulgo hall de entrada, mamãe me agraciou com uma mesa de vidro e cavaletes.

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mesa-mano

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mesa-madre


* a cadeira eu achei num usadão. linda, né?

Aí foi complementar e deixar com cara de casa. Um bom exemplo é a parede interna, que eu pendurei meus rrrobedechambre como se fossem obra de artchi, e botei uma sapateira embaixo pra dar um colorido. Comprei também um pufe maravilhoso assim que vendi o sofá fúcsia que comprei por impulso (e não merece ser retratado), e joguei ali no MUNDO DO ARCO-ÍRIS. A ver:

parede

pufe, te amo, você é lindo.

E os detalhinhos, que fazem toooda a diferêêêinça no dia-a-dia, néam?

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criado-mudo

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facção cozinha-quarto

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porta de entrada

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fotos pela casa

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there, i fixed it nécessaire

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uma rrrede preguiçosa pra deitar

Minha terapeuta diz que cuidar da casa é cuidar de si. Tô ou não tô cuidadinha?

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Tudoaomesmotempoagoraexpressãoescrota

November 5, 2009 · 5 Comments

Eu acho o cu da cobra ficar vindo de mês em mês pedir desculpa por não estar escrevendo no blog. Afinal, meus cinco leitores não chegam nem a reclamar do sumiço.

Ao contrário do último ano, quando eu tinha muito a reclamar e nada pra fazer, minha vida deu um daqueles mortais a la Galisteu e ficou tudo muito louco. Agora eu trabalho, a sério. No último mês estive em dois países diferentes, nenhum que eu conhecesse antes. Fiquei doente e desdoente e doente de novo, mas não cheguei a cair de cama porque simplesmente não dava tempo. Tive umas 49 crises no namoro, todas elas resolvidas. Agora tenho um carro, e com ele as preocupações com combustível, IPVA, lavagem e troca de óleo. Ando mudando meu armário para me adaptar à nova função, mas ainda não consegui chegar perto da magreza tão sonhada.

Ou seja, minha vida virou um comercial de absorvente, só falta eu levar três filhos na escola.

Então enquanto eu me ocupo tirando as calças pela cabeça, vocês podem tá vindo aqui, ó (sim, tem que pedir autorização). Ou aqui, caso queiram conhecer minhas novas desventuras profissionais.

Engraçado, cês tão ouvindo eco? Gente, tem alguém aqui ainda?

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Cuba por la ventana

October 5, 2009 · 5 Comments

Depois de quase uma semana na ilha, eis aqui algumas impressões de Cuba, sob o ponto de vista de quem não saiu do hotel em três dos cinco dias. Mas tá valendo:

- Esperava encontrar um país triste e miserável, encontrei um país colorido e de encher os olhos. É o que dá estudar história malemá.

- Cuba setoriza a chuva tanto quanto Brasília. No mar faz sol, na cidade, lá vai água.

- Styling Cuba: minissaia na altura dos dedos na coxa, coque alto e cara de “no tengo ganas de vivir”.

- Lá tem um prato ótimo que se chama “Estamos Sín”. É você pedir alguma outra coisa ao garçom, que ele logo te sugere esse.

- Aliás, a comida lá é ruim. E por comida, lembre-se que a minha amostra era a do hotel. As frutas são meio desbotadas e mais aguadas que as daqui. Só em Cuba você vai comer uma melancia e detestar.

- Os nomes femininos são um caso digno de estudo. Todos eles dão a impressão de terem sido criados num momento em que a pessoa tava com a boca pastosa de sede. É tudo com Y: Yuleides, Yoheini, Yuleika, Yecenia.

- Gente, os carros. OS CARROS. E as casas. Ay.

- As guayaberas, aquelas camisas com detalhes em fileiras, são maravilhosas! Quando cheguei no país, tava quase pedindo pra alguém tirar e me dar. Depois vi que vendia em todo canto e trouxe uma pro macho.

- No hotel faltou luz, faltou água quente, faltou telefone, faltou internet e o papel higiênico era vagabundo que só. Mas a vista da janela compensava uns dias de monge (não quando se está preparando uma recepção prum Sheik, mas detalhes, detalhes).

- As fotos, logo mais aqui.

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Emagrecimento cabeçal

September 7, 2009 · Leave a Comment

Nesta última quarta-feira, fui a uma palestra sobre Emagrecimento Consciente. É, tá nesse nível. Enfim, a ida rendeu uma matéria no Blog LP, a convite do Jorge. Vai lá ler!

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Compras, compras, compras

August 28, 2009 · 5 Comments

Você anda com aquele comichão na mão, querendo gastar mas não sabe bem no quê? Seu dinheiro não gosta de ficar no bolso? Então vem comigo que eu te ajudo a gastar.

Aqui estão alguns blogs de coisas fofas que ando vendo por aí, e que valem uma gastadinha.

Catiguria “Tô Dando Meu Armário”:

Essas meninas cansaram de ter o armário abarrotado e, confiando no bom-gosto, resolveram vender as peças mais legais.

My Vintage Or New Stuff – da Taméri. Ela é modelo, sabe de todas as tendências e não tem medo de gastar. Ou seja, roupas lindas.

Sunglasses Vintage Store – da mãe da Maria, a Karina. Outra que tem um olho ótimo pra coisas legais e resolveu despejar o armário no chão e vender tudo. Sorte a nossa!

Brechó On-line – da Fefê. A Fefê é uma advoGATA (hããã-hã) que está a um mês de se casar e ir embora do Brasil. Ou seja, quer levar uma mala leve pra comprar TUDO o que encontrar pela frente. Bora ajudar, né?

Catiguria “Alegrando o Escritório”

Sabe coisa fofa de stationery? Aqueles mil caderninhos, que você consegue achar uma função pra cada um, e as canetinhas idem, e agora só mais uma cartelinha de adesivos e… Tá aqui.

O Papel de Presente – da Hani. Ela é consultora de imagem e aplica um reiki hipnótico, mas nas horas vagas é designer gráfica e faz esses conjuntos de cadernos, bloquinhos e nécessaires lindos. Meu próximo Moleskine será dela.

Catiguria “GHNHIHGRRRDIETA”

Comida, né, gente.

Vanilla Doces – da Hane Libânio (não confundir com a Hani acima). Eu ainda não provei, porque minha encomenda chega daqui duas horas e meia – estou contando os minutos. Mas fiz o pedido por indicação de um amigo que provou e aprovou. São doces, cupcakes, coisinhas açucaradas pra alegrar aquela semana dos infernos. A má-notícia é que é só pra moradores de Brasília.

E aí, já decidiu por onde começar?

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Afasta, senhor!

August 23, 2009 · 1 Comment

A história era mais-ou-menos assim: num hotel estavam uma banda (a história quem me contou foi um integrante desta) e o Belo. Fãs se amontoavam na porta e não deixavam o tal integrante entrar no elevador, o que fez com que ele pegasse o de serviço, junto com as camareiras.

Dentro dele, as moças falavam:

- Esse Belo aí, hein?

- Sou mais o meu marido. Esse aí além de feio, é marginal.

- E digo mais: o dia em que o CÁLICE DA IRA DE DEUS for derramado na terra, ele será o primeiro a ser atingido. – seguido de gestual representando o copo tombando sobre nós, pecadores.

Obviamente, a frase da semana é essa do cálice.

→ 1 CommentCategories: olho no lancecece

Eufemismo quente

August 19, 2009 · 2 Comments

Se dependesse de mim, cachorro-quente era parte da minha dieta rotineira. Serve de almoço, serve de lanche, serve de jantar e, se bobear, uma versão desmembrada serve até de café-da-manhã. Só que aí rola aquele lance de estar com a bunda maior que a cadeira, então acabei criando uma receita diferente, que não passa de um belo disfarce que funciona.
Aos ingredientes:

- 2 fatias de pão de forma integral multigrãos
- 2 salsichas de peru
- uma colher de sobremesa de maionese light (uso uma sem colesterol e sem gosto de coisa nenhuma da TAEQ)
- mostarda (das BOAS) a gosto
- uma fatia de queijo cheddar* (*opcional: meus anos de Flórida me fizeram gostar de colocar fatias de cheddar no cachorro-quente. Se você não achar heresia, coloque uma fatia light – ê hipocrisia!)

Aí, assim, faz a salsicha na grelha. Como eu corto ela no meio, pra caber no pão de forma, deixo até estourar e ficar com a casquinha tostada, e viro a parte do meio pro lado do cheddar, pra derreter. O sanduíche fica assim:

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Pra acompanhar, um copo de chá verde gelado. Você não chegou até aqui pra estragar tudo com um copo de COCA, né?

P.S.: essa receita não dá certo se for feita com SALCHICHA.

→ 2 CommentsCategories: a maravilhosa cozinha

E essa tatuagem, hein?

August 3, 2009 · 5 Comments

Se eu ganhase um pacotinho de Cheetos cada vez que me perguntassem o que quer dizer alguma das minhas tatuagens, eu seria uma pessoa plena e feliz. Mas só pelos Cheetos.

Então vai aqui uma explicação bem simples do que minhas tatuagens querem dizer

- Exclamação e interrogação – uma visão 2.0 das máscaras do teatro. O expressar e o questionar. Ou, como diria o filósofo, “WHAAAT? YEA”.

- Aspas – são asas na verdade. As asas da sua ignorância subindo pelas minhas costas.

- “Divine” – o óbvio, gente: Sou di-vi-na.

Ainda resta alguma dúvida?

→ 5 CommentsCategories: autozoação · exercício do ódio · suor e sarcasmo

Móveis, massari e férias

July 21, 2009 · 1 Comment

O sumiço é autoexplicativo: quem muda de cidade ou tem muito a contar, ou muito a observar. No meu caso, tive também muito a organizar, já que os trabalhos entraram sem a casa estar totalmente de pé. Agora, acho que está. Quer dizer, já tive um sofá fúcsia, aí vendi, aí comprei um pufe, aí chegou a mesa – que ainda está embalada -, o armário chega não sei quando e a esquadria há de sair. Vai ver meu quarto o jeito que tá.

Ao mesmo tempo, vieram a audiência e as férias coletivas. Da primeira eu não vou poder falar o tanto que queria, afinal o evento aqui descrito mostra que estamos longe de poder contar a verdade. A VERDADE.

E as férias… um misto de descanso total com aquele meu timing perfeito para doenças. Aproveitamos a vinda da minha irmã para fazermos uma road-trip até Brasília, para trazer minhas coisas, e depois seguir para Pirenópolis (pode parar de rir). Foi ótimo se eu não tivesse desenvolvido uma alergia de contato que me transformou num bicho e uma azia de me deixar de cama. Agora, só como legumes crus e olho com saudades para os saquinhos restantes de Smith’s.

De resto, é tudo elocubração. Taí mais um post prestando contas não-requisitadas.

→ 1 CommentCategories: ninguém perguntou · relatórios

Wes Credo

July 8, 2009 · Leave a Comment

Essa semana eu comecei a baixar todos os filmes do Wes Craven, talvez porque eu não soubesse que The Hills Have Eyes era dele, ou porque li algo sobre The Last House on the Left que me deixou curiosa. Fui pegando os que tinham as melhores sinopses, ou o que eu considerava melhor, e cheguei nisso aqui:

E você aí achando que em termo de tosquisse “Evil Dead” ganhava disparado. Tá, vai, nos efeitos ele continua campeão. Mas, rapaz, esse filme é uma maravilha atrás da outra. É como se tivessem misturado a vida no gueto de “Everybody Hates Chris”, um tom cômico desses filmes de aventura com “essa-turminha-da-pesada-que-vai-aprontar-mil-e-uma”, o cenário de “Me Against the Music”, as relações familiares do Alabama e salpicado pedaços do Sloth em cima.
Assista e não se deixe impressionar pelo trailer metido a sério, os sustos não se garantem.

→ Leave a CommentCategories: gêneo · vídeos