Archives for category: a maravilhosa cozinha

Antes de tudo, este não é um post pago. Ele é baseado na felicidade de encontrar um restaurante bom ao lado de casa.

Numa dessas de ficar lendo feeds de Facebook, eis que um dia uma conhecida postou fotos de seu almoço, como cada dia é mais comum. Olhei a foto curiosa, porque a comida parecia boa mesmo, só que o ambiente tinha cara de casa dos outros.

Alguns dias depois, a mesma conhecida, a ex-Impostora Barbara, postou mais informações sobre o restaurante, o Otto Bistrot. E qual não foi minha surpresa ao saber que, 1 – ficava ao lado de casa, 2 – a proposta do local era Slow Food.

E lá fui eu conhecer a casa. Para minha surpresa, mal entrei e já dei de cara com a própria Barbara, que almoçava por lá. Sentamos juntas e a queridíssima Jackie, que cuida de tudo por ali, me explicou sobre o cardápio, a proposta, o universo e tudo mais.

Funciona assim: é slow food, ou seja, não tem um cardápio fixo, pois depende do que o fornecedor vai entregar de mais fresco no dia – e ainda tem o lance da comida ser sempre uma surpresa. São sempre três opções mais o plat du jour, todos acompanhados de uma entrada que pode ser sopa ou salada. Coincidentemente, minha comida favorita estava no cardápio: coxinha de frango no vinho branco. Acompanhava arroz 7 grãos e beterraba ao limão. De entrada, pedi uma salada de alface com papaia e morango que dispensava qualquer tipo de tempero. Na lateral do prato, duas bruschetinhas DELICIOSAS me fizeram comer soltando impropérios.

Isso foi o que lembrei de fotografar, o resto eu comi.

De sobremesa, pedi uma cuca de baunilha com geléia de morango e sorvete de creme. Enquanto eu comia (e chorava de alegria), a dona do lugar, a Bia, veio me contar que na parte de cima da casa ainda tinha um espaço onde acontecem exposições e mais um salão de cabeleireiro, o La Bohème. E o mais legal: ela abre o espaço para os que estão de saco cheio de fazer home-office e querem respirar outros ares enquanto trabalham. Sério? Posso ir num lugar pra usar o wi-fi e comer bem sem nenhum garçom me olhando feio? Sim, é possível!

Você não precisa estar na Consolação pra conhecer o Otto Bristrot. Aproveita um dia de pouca criatividade na cozinha e se manda pra lá – e me convida, que eu desço rapidinho.

Otto Bistrot
Rua Pedro Taques, 129
Consolação – São Paulo
(11) 3231 5330
Twitter: @ottobistrotsp
E-mail: ottobistrot@ottobistrot.com

Já era quatro da tarde do domingo quando eu lembrei que precisava fazer compras para preparar as marmitas da semana. Minha mãe estava passando um tempo em casa e sugeriu alguns pratos rápidos, pra eu não enlouquecer como de costume e acabar fazendo miojo só de raiva. Foi aí que ela lembrou de uma receita criada pela Edna, que trabalha lá em casa: o Chapisco.

O prato tem esse nome porque ele consiste num grude feito de legumes, arroz e carne moída, e se jogado na parede é bem capaz de criar o efeito homônimo. É tão fácil, tão rápido e tão gostoso, que já virou minha comfort food favorita – e a mais saudável, já que todos sabemos que eu sou bem amiga das frituras.

A receita é mais ou menos assim (sem medidas, porque grude dispensa essas frescuras):

– patinho moído (ou a carne de sua preferência)
– batata
– cenoura
– ervilha
– champignon
– arroz (fiz com integral)
– óleo
– sal a gosto

Frita a carne moída num pouquinho de óleo, até começar a soltar água. Mistura o arroz e os legumes, picados bem pequenininhos, nessa água e espera secar. Pronto, é isso. Se a água não for suficiente, acrescente mais aos poucos, sem ensopar a mistura. Pra dar uma corzinha, pode colocar um pouco de molho de tomate na carne.

Da próxima vez que eu fizer Chapisco, to até pensando em comprar pão francês pra jogar a mistura no meio e comer como buraco quente. Porque o Chapisco conquistou meu coração e vai ser feito semanalmente aqui em casa. Obrigada, Edna!

Esse recado é para os leitores tr00, que acompanham o blog pelo site mesmo, e não pelo twitter e facebook, onde a notícia já foi dada.

A novidade é que fui convidada pela espetacular/espetaculosa Dalila Góes para ser a terceira Maria do Maria Tá Na Moda. Então anota no seu google calendar: toda sexta-feira tem post novo sobre tudo o que anda acontecêindo nessa rede mundial de computadores de meu deus. E, claro, não deixa de acessar nos outros dias, pra ver o que as outras gatas, Dalila e Manoela, têm a dizer – elas sempre têm e é sempre ótimo!

Então é isso, guardem o endereço e acessem!

Sou conhecida por minhas declarações de amor eterno aos descendentes do glutamato monossódico, às bolinhas de farinha com extrato de tênis usado e a todo tipo de gordura existente nesse planeta e fora dele. Mas eu queria provar que não sou só um rostinho sujo de comida e um decote cheio de farelo, e mostrar que também dou um pouco do meu amor para os alimentos quem possuem raiz.


Cebola roxa, você é boa em tudo, até no meu café-com-leite.


Taí um alimento que você olha e pensa que faz parte da decoração. Mas faz um wrap cheio de coisa e bota o broto de alfafa no meio, pra você ver.


A caixa de cogumelos paris é uma das coisas mais caras do supermercado depois da tv de LCD, por isso, se eu compro, sou capaz de passar uma semana em lua-de-mel com eles. Vai no macarrão, na mini-pizza, na salada, no sanduíche e no meu travesseiro.


Eu já saí do conforto do lar para comer num lugar que tinha couve de bruxelas no buffet. Enough said.


Aprendi dia desses que couscous é feito de semolina, falta agora aprender o que é semolina e de onde vem. Couscous é minha solução para os dias que falta comida e eu não quero almoçar uma lata de atum. Fora que, quando fica pronto, todo fofinho, dá vontade de preparar uma piscina de couscous e nadar no meio.

Esse post é talvez o de maior non-sense já publicado neste blog, e eu não ligo. Meu coração agora só bate para comida e é pra elas que eu quero declarar meu amor.

Brasília ainda está longe de ser uma cidade de inúmeras opções gastronômicas, mas tem caminhado a passos largos em direção ao lugar ao sol no Guia Michelin – ou algo que valha, que eu não entendo nada dessasporra. Prova disso é a descoberta feita esta semana, que fecha o triunvirato dos hambúrgueres maravilhosos da cidade, sem mesmo conhecer totalmente a concorrência.

Vou dividir em três categorias: o hambúrguer-moleque, hambúrguer-arte e hambúrguer-tradição. E se você planeja vir a Brasília, tome nota para não perder a viagem.

Burguer Gourmet, o moleque – embora tenha esse nome, ele é o mais família dos três. Numa lanchonetezinha simples, eles te trazem um cardápio de uma folha com as opções de tamanho da carne e acompanhamentos da chapa. Aí chega o seu hambúrguer: pão, carne e, se você pediu, queijo, bacon, etc. Então você vai até uma mesinha onde tem picles, salada, cole slaw, molhos e outros acompanhamentos. Esses você pode pegar à vontade, e as misturas ficam maravilhosas. Curiosidade: li neste site aqui que o dono, um americano, foi cozinheiro de embaixadas e resolveu abrir o próprio negócio.

Fica na CLN 412, bloco C. Não tem site.

Genaro, o artchista – esse eu provei numa noite de carnaval, sozinha, me sentindo rica e elegante. Comecei pedindo a porção de onion rings com uma Stella Artois geladona, e pedi o Steak Au Naturel. A Mari, que foi quem me recomendou o lugar, ainda avisou pra guardar espaço no estômago pro sorvete frito, mas não deu. Saí de lá PLENA, pra botar num termo mais condizente.

O Genaro Jazz Burger Café fica na CLN 114, bloco A e o site é este aqui.

Houston, o old-school – a uma parede de distância do Burger Gourmet, o Houston abriu faz algumas semanas, depois de muito suspense – eu passo na frente dele diariamente e não via a hora de inaugurarem. Fui lá com minha inseparável amiga de novas empreitadas, Carol, e nos deleitamos juntas. BENZADEUS. Neste você também pode montar o seu sanduíche, escolhendo o tipo de carne (picanha, angus beef, frango e até vegetariano), tamanho e acompanhamentos, mas ele já vem pronto. O milk-shake é de chorar e se perguntar se merece tanto. Realmente, só provando.

O site está quase pronto, mas você pode baixar lá na CLN 412, Bloco C e comprovar por si mesmo.

*Este post foi escrito de barriga cheia, ou eu não teria terminado o texto.
**Este post é um protesto pela volta do Pobre Também Come, afinal nenhum desses restaurantes cobra mais de R$ 40 por uma refeição.

Você já possui a sua exclusivíssima Adelaide Ivanova na sua casa? NÃO? Corra, ou você pode estar perdendo a chance de ter uma IT-PAREDE.

A minha amiga fotógrafa neo-germânica das terras de Nassau está se despedindo do mundo das modas em grande estilo, vendendo suas fotos para que você possa agraciar suas paredes com tamanha arte. Para encomendar a sua, você vai aqui, lê as instruções e aproveita pra ler o blog inteiro e rir um pouco. As fotos chegam em alguns dias e ainda vêm assinadas e embrulhadas em papel de seda, cartolina e papelão, tá? Posso dizer que nunca vi essa araponga ser tão prestimosa assim!

Como sou grande colecionadora de Ivices, tendo até uma peça de exposição em casa, comprei mais uma foto – chegou hoje. BEHOLD:

É da piscina do Ernie, assim tenho meus recifenses mais lindos no <3 de uma vez só.

E você, já tá mandando o e-mail pra ela?

Lembra lá em 1915, quando eu disse que ia fazer um post antes-e-depois do meu muquifinho? Pois bem. O tempo passou, eu esqueci, aí lembrei, fiquei com preguiça e acabei desistindo. Eis que acordo ontem possuída pelo demônio das 12-horas-seguidas-de-sono e começo a mudar a casa toda de lugar; e aí, claro, deu a maior vontade de fazer as fotos. Vem comigo, então.

O apartamento (note a hipérbole)

Na verdade eu moro no que pode ser chamado de sala comercial, ou quitinete. Aqui quase não tem divisão, é tudo bem encaixado pra ser prático dentro dos 24 m2 – acho que foi por isso que demorou tanto tempo para eu considerar o lugar “decorado do meu jeito”. O que mais me conquistou foi a estante que “divide” cozinha de quarto – e segundo minha cunhada, é inspirada numa obra do Athos Bulcão, que fica no Palácio do Itamaraty.

Estante

estante, evoluindo


(clique nos thumbnails pra ver as fotos)

Quando eu aluguei, aqui era uma quiti com varanda, só que as esquadrias estavam velhas e mal pregadas, o que fazia a água da chuva entrar pelo vão de baixo. Além disso, tinha uma cortina de escritório hor-ro-ro-sa acoplada. Levei meses nas costas da imobiliária, cobrando para fechar a varanda com blindex e pedindo para tirar aquele show de horror de antes, até que eles mandaram uma dupla de faz-tudo mequetrefe, que acabou fazendo um trabalho de merda e até quebrando uma parede. Não se pode ter tudo. No entanto, ficou melhor: o espaço ficou mais amplo.

Janela

com esquadria/sem cama e sem esquadria/com cama

Na cozinha, coloquei aquela mesa que fiz com o Mano (ver aqui), já que ele saiu daquele cafofo e não precisou mais. No “escritório”, vulgo hall de entrada, mamãe me agraciou com uma mesa de vidro e cavaletes.

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mesa-mano

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mesa-madre


* a cadeira eu achei num usadão. linda, né?

Aí foi complementar e deixar com cara de casa. Um bom exemplo é a parede interna, que eu pendurei meus rrrobedechambre como se fossem obra de artchi, e botei uma sapateira embaixo pra dar um colorido. Comprei também um pufe maravilhoso assim que vendi o sofá fúcsia que comprei por impulso (e não merece ser retratado), e joguei ali no MUNDO DO ARCO-ÍRIS. A ver:

parede

pufe, te amo, você é lindo.

E os detalhinhos, que fazem toooda a diferêêêinça no dia-a-dia, néam?

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criado-mudo

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facção cozinha-quarto

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porta de entrada

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fotos pela casa

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there, i fixed it nécessaire

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uma rrrede preguiçosa pra deitar

Minha terapeuta diz que cuidar da casa é cuidar de si. Tô ou não tô cuidadinha?

Se dependesse de mim, cachorro-quente era parte da minha dieta rotineira. Serve de almoço, serve de lanche, serve de jantar e, se bobear, uma versão desmembrada serve até de café-da-manhã. Só que aí rola aquele lance de estar com a bunda maior que a cadeira, então acabei criando uma receita diferente, que não passa de um belo disfarce que funciona.
Aos ingredientes:

– 2 fatias de pão de forma integral multigrãos
– 2 salsichas de peru
– uma colher de sobremesa de maionese light (uso uma sem colesterol e sem gosto de coisa nenhuma da TAEQ)
– mostarda (das BOAS) a gosto
– uma fatia de queijo cheddar* (*opcional: meus anos de Flórida me fizeram gostar de colocar fatias de cheddar no cachorro-quente. Se você não achar heresia, coloque uma fatia light – ê hipocrisia!)

Aí, assim, faz a salsicha na grelha. Como eu corto ela no meio, pra caber no pão de forma, deixo até estourar e ficar com a casquinha tostada, e viro a parte do meio pro lado do cheddar, pra derreter. O sanduíche fica assim:

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Pra acompanhar, um copo de chá verde gelado. Você não chegou até aqui pra estragar tudo com um copo de COCA, né?

P.S.: essa receita não dá certo se for feita com SALCHICHA.

Na época em que era legal ter Orkut, ser amigo do Pereba Nogento, existia uma comunidade do saudoso Golias Miranda que já previa o futuro fracassado da gastronomia mundial: Comidas Babacas. Na descrição, algo como sorvete de dez sabores e não lembro mais o quê.

Antes tivesse parado nisso, lhes digo. Porque no sábado eu tive o prazer de descobrir que o cardápio de alguns restaurantes anda ficando LÚDICO, pra botar num adjetivo mais leve.

Fui num aniversário em uma pizzaria rodízio, e logo que me sentei veio a mocinha oferecer um pedaço de pizza de frango com catupiry. Sim, estamos mais do que acostumados com o sabor caipira nas pizzas mais em conta. Frango com catupiry já é COISA NOSSA. Mas em seguida começou o show de horror: pizza de frango ao molho barbecue (confesso, experimentei, mas me arrependo), de strogonoff, de picadinho de filé, de CACHORRO-QUENTE. Sério. Pizza de cachorro-quente, com direito a ervilhas, batata palha e milho, algo que por si só já é uma invencionice. Saí de lá aguardando a gastrite por contato visual.

Aí o evento me fez pensar nas coisas que ando vendo no supermercado: fandangos de churros, bubbaloo de sorvete napolitano, miojo de misto-quente… Velhos tempos em que eu brigava com minha mãe por ela comprar biscoito de torta de limão – hoje parece perfeitamente razoável. E a pizza no cone? E a maldição do temaki/kony? (Eu sei, Regina Casé já falou de tudo isso no Fantástico de domingo, mas o tema era tendência) Gente, não é que isso tudo é gostoso, a gente tá falando de comida, tem que ser bom e não engraçado. Eu não peço um prato pra ficar rindo na frente dele, cacilda!

E o negócio da coxinha de vários sabores? Gente, co-xi-nha, a da galinha, therefore, DE FRANGO. Se fosse de carne, ou era coxão mole ou risoles.

Eu tenho medo, sabe? Medo do dia em que as comidas babacas reinarão soberanas, além do perímetro dos botecos de rodoviária. Ou do dia em que a culinária do Ferran Adriá (que pra mim chega a ser tão tonta quanto – eu gosto de Cheetos, lembra?) vai encontrar com suas parentes distantes brasileiras, e seremos obrigados a, como já previu Nosferata, INJETAR UMA PAMONHA.

Aluguei um apartamento, finalmente.

Não tinha contado aqui, mas na verdade esse é o segundo. Foi assim: há um mês, achei uma kit bonitinha, com ar-condicionado e blindex, tudo certo. Aluguei, paguei a caução, peguei a chave e, ao apresentar o lugar para o namorado, percebi aos poucos que ela tinha sido arrombada. Quando digo aos poucos, é porque demorou bem uma meia hora até eu notar que, uai, como assim a pessoa bota Blindex no banheiro e depois TIRA para alugar? Dâr.

Mas enfim, aí achei uma kit perfeita, com varanda e estantes dividindo os ambientes. Um luxo em se tratando de QUITINETE. O melhor de tudo foi o jeito que eu achei essa oferta, mas nem vem ao caso, porque é um lance muito Oprah.

Já, já eu faço igual há alguns posts e mostro o antes e depois do encafofamento. E quero deixar claro que não tem nada de doze metros quadrados, tá? Tem o DOBRO.