Quando eu me mudei para Brasília, já suspeitava que no fim dessa jornada eu viveria algo meio “Morgan Freeman de braços cruzados e com cara de onisciente dando a lição final” – (se você não consegue visualizar a cena, trabalhamos também com a opção “Robin Williams e seu sorriso prognata cheio de ternura, virando lentamente na sua direção”).

Enfim, quase dois anos depois eu posso dizer qual foi essa lição: aprender a sair em grupo de A.M.I.G.A.S..

te prepara homarada tamo arrasandooo

Quem me conhece, sabe o quanto eu abominei e evitei sair de MULHERADA nessa vida. Não foi pouco. Mas na sexta passada, depois de sair em um grupo de cinco FÊMEAS com direito a “se trocar lá em casa” e cantar músicas no carro, uma delas concluiu que talvez eu nunca tivesse tido um grupo de amigas que fizesse o comportamento feminino (as opposed to BRODÃO) valer a pena. O que inclui não falar mal de homem e nem se gabar da coleção de sapatos. Quer dizer, até pode, mas pouco.

Agora que a lição foi aprendida, eu agradeço a vocês algumas que me fizeram encontrar esse lado que eu passei a vida toda varrendo pra baixo do tapete. E também por serem mulheres das quais eu me orgulho de ser amiga, afinal não é qualquer uma que me faz sair da zona de conforto da brodagem pra passar um rimelzinho e andar feito JOVENS BRUXAS.

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