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Agora, você lê minhas lamúrias aqui

Tootles!

Não, calma, ainda não é hora de anunciar novidades, embora elas estejam a caminho. É hora de fazer aquela mudança PREVENTIVA de endereço do RSS, para vocês (seis ou sete) que assinam meu blog.

Agora vocês vão seguir por aqui: http://feeds.feedburner.com/biabonduki

E nada mais digo, que já ando bem ansiosa.

A cena se repete em lares, restaurantes e refeitórios prisionais: ao notar o silêncio dos comedores, alguém sempre precisa quebrá-lo para comentar:

– Nossa, que silêncio, cês tavam com fome, né?

GHAH.

Tem também aquele dia que você chega no trabalho e não sente vontade de violentar as orelhas alheias com suas parvoíces, e isso te rende um dia inteiro de “que que cê teeem?“.

E tem aquelXs amigXs que, ao fim de um assunto, precisam logo emendar um “É. Ai ai.” para o silêncio não começar a doer. Entendam, assuntos acabam, não é culpa de ninguém, NÃO PRECISA COMENTAR SOBRE O TEMPO.

O silêncio é algo que veio para mim com a idade, ou com o auto-conhecimento, não sei. Só lembro de quando eu achava que ficar sozinha, quieta, olhando para o teto era pior que ter que encarar um prato de berinjela, e nessa época eu devia ser uma companhia de merda. Hoje eu acho que quem não consegue ficar um minuto em paz, sem emitir som algum, é atormentado. Acho mesmo, chego a recomendar terapia e tal.

Então se você ainda não conseguiu pensar em nenhuma promessa de ano novo, aproveita que dá tempo e CALA ESSA BOCA. Faz favor.

Era isso. ;)

Get rich or die tryin’, já diria o Couple of Quarters. Em tempos de Eike Batista tirando onda da sua pobreza e de políticos enfiando dinheiro na meia, fico pensando se não é hora de capitalizar em cima de coisas corriqueiras para garantir minha sombra e água fresca no futuro. Tudo, claro, de forma honesta.

Criei então um sistema de multas e indenizações muito simples e breve. E se você já cometeu uma dessas três gafes, pode começar a abrir a carteira.

Categoria: multa
Valor: 500 UFIRs/ hora
Infração: atraso

Eu já estourei a minha quota de gente atrasada faz bem uns 15 anos. Só de lembrar o quanto eu já fiquei plantada em lugares pouco confortáveis, à espera de um atrasildo, na maior calma do mundo – afinal ninguém aqui falou que tinha culhão pra simplesmente sair andando – começo a ter calafrios. Decidi que não preciso mais esperar por ninguém, então agora é assim: atrasou, pagou.

Categoria: indenização
Valor: 100 UFIRs
Infração: confundir minha pinta com sujeira

Eu tenho uma pinta perto da boca que a cada ano fica mais evidente, e eu gosto dela. O lance é que sempre tem alguém pra me olhar e falar “seu rosto tá sujo”. Isso me irrita sobremaneira, e ainda me constrange, visto que eu JÁ APRENDI A COMER CIVILIZADAMENTE faz tempo.

Adendo 1: para Cogu, que chama minha pinta de FURMIGA, a multa é um pouco mais branda.

Adendo 2: cada vez que meu pai me mandar ver uma dermatologista pra retirar essa pinta, ele vai ter que pagar o dobro.

UPDATE: Assim que terminei este post, conversei com meu pai pelo skype. Adivinha o que ele comentou? Exato. Adivinha o que ele está fazendo agora? Transferindo o dinheiro da multa para minha conta.

Categoria: multa
Valor: 10.000 UFIRs (gravíssima)
Infração: confundir meu sobrenome com BAUDUCCO, desavisada ou propositalmente.

Se eu tivesse pensado nisso antes, essa infração já teria me deixado rica faz tempo. Sério, QUAL A GRAÇA em perguntar se eu sou PARENTE DE UM PANETONE? A grafia é completamente diferente, e comparar os sons é de uma babaquice infinita. Eu não saio perguntando se uma pessoa de sobrenome, sei lá, Oliveira sai DANDO AZEITONAS POR AÍ. Então se você já teve esse insight no escurinho do seu quarto e está aguardando para soltar a piada na próxima oportunidade, por favor, pense nas consequências.

Faz um tempo que eu ando querendo escrever mais sobre vampiros sociais, só que o assunto é tanto que fico com medo de virar o livro da minha vida, e não somente um comentário. Mas aí a grande Zel passou esse texto aqui que fala direitinho como eles agem, e como a gente tem que dizer NÃO e NÃO e NÃO e SAIFORA pra essas pessoas.

Então, que sirva de ajuda prá você que possui um dentuço no pescoço, puxando todas as suas energias.

Você anda com aquele comichão na mão, querendo gastar mas não sabe bem no quê? Seu dinheiro não gosta de ficar no bolso? Então vem comigo que eu te ajudo a gastar.

Aqui estão alguns blogs de coisas fofas que ando vendo por aí, e que valem uma gastadinha.

Catiguria “Tô Dando Meu Armário”:

Essas meninas cansaram de ter o armário abarrotado e, confiando no bom-gosto, resolveram vender as peças mais legais.

My Vintage Or New Stuff – da Taméri. Ela é modelo, sabe de todas as tendências e não tem medo de gastar. Ou seja, roupas lindas.

Sunglasses Vintage Store – da mãe da Maria, a Karina. Outra que tem um olho ótimo pra coisas legais e resolveu despejar o armário no chão e vender tudo. Sorte a nossa!

Brechó On-line – da Fefê. A Fefê é uma advoGATA (hããã-hã) que está a um mês de se casar e ir embora do Brasil. Ou seja, quer levar uma mala leve pra comprar TUDO o que encontrar pela frente. Bora ajudar, né?

Catiguria “Alegrando o Escritório”

Sabe coisa fofa de stationery? Aqueles mil caderninhos, que você consegue achar uma função pra cada um, e as canetinhas idem, e agora só mais uma cartelinha de adesivos e… Tá aqui.

O Papel de Presente – da Hani. Ela é consultora de imagem e aplica um reiki hipnótico, mas nas horas vagas é designer gráfica e faz esses conjuntos de cadernos, bloquinhos e nécessaires lindos. Meu próximo Moleskine será dela.

Catiguria “GHNHIHGRRRDIETA”

Comida, né, gente.

Vanilla Doces – da Hane Libânio (não confundir com a Hani acima). Eu ainda não provei, porque minha encomenda chega daqui duas horas e meia – estou contando os minutos. Mas fiz o pedido por indicação de um amigo que provou e aprovou. São doces, cupcakes, coisinhas açucaradas pra alegrar aquela semana dos infernos. A má-notícia é que é só pra moradores de Brasília.

E aí, já decidiu por onde começar?

Muito embora este blog tenha virado um Manual da Boa Dona-de-Casa Conservadora, ainda rolam umas COQUELUCHES por aqui. Como por exemplo o selo à direita de quem entra.
Promoção legal, né? Você libera o seu inner Anacleto, cria um nome bacanudo pro site do SPFW e vai ser lindo em Parrí. Vai, participa, não dói nada.
Foi pensando assim que eu ganhei a passagem da Azul – e, bem lembrado, não viajei até hoje.

Tem que ter estômago que vai além do gore. São dois documentários, um eu assisti, o outro eu só tive coragem de ler sobre, e ambos não têm nada a ver com terror.

Standard Operating Procedure: Lembra daquelas fotos dos soldados americanos tocando o puteiro no presídio de Abu Graib? Pois. Agora os soldados explicam por que o fizeram. Tem das mais variadas desculpas, desde mágoa de miguxa até “mas eu não sabia o que fazer com as mãos”. No mais, aplica-se o título do filme. Para assistir em jejum.

A Life Without Pain: Documentário sobre três crianças que nasceram com uma disfunção genética, que faz com que elas não sintam dor. Não tive coragem de assistir porque é com criança e… bom, porque elas não sentem dor, então imagina o que elas fazem consigo mesmas. Para quem se interessar, tem uma matéria sobre isso na Super deste mês.

Sabe quando você está prestes a tomar uma decisão não muito segura, e aí as coisas não dão certo, e aí você vai e insiste, e acaba tomando nos cornos? Então, agora a gente tem uma versão real e ilustrada de tudo isso.

Moral da história: Ouça sempre o seu papai.

(O post foi reduzido por questões de karma ruim me atormentando a noite toda.)

O Caderninho Preto Hypado Virtual traz para você, leitor, o manual que você sempre pediu aos céus. Afinal, as estatísticas dizem que 30% das pessoas que lêem isso daqui entraram através de uma pesquisa de nome no Google. É, tamos ligados. Então, para que a sua busca não dê muito na cara, siga algumas dicas:

– Primeiro de tudo, se estiver stalkeando alguém com nome e sobrenome, faça o favor de abrir outra tab e jogar o link copiado da busca ali. A não ser que você queira dar na cara, né?

– Acompanhe conversas: em comentários de blog, fotolog, scrapbook, wall. Mas quando tiver a oportunidade de estar com a pessoa, NUNCA diga que você “já conhece história tal”. Dizer que leu no blog até rola, mas só fale isso depois de um certo tempo.

– Se você é ex-algumacoisa, discrição, por favor. Você não quer passar atestado de stalker pra uma pessoa que provavelmente já te não considera tão bem.

– Praticar o stalking é ok, a gente entende. É uma doença do século atual. Agora, comedimento é necessário. Sair fazendo tudo igual ao seu objeto de perseguição é meio pesado, hein? Fica uma coisa Hedy Carlson, medão.

– Por fim, perceba-se. Se a pessoa já te sacou e está desviando das suas investidas doentes, mantenha-se longe. Ninguém quer ganhar um processinho, quer?