Archives for category: aí né

Não, calma, ainda não é hora de anunciar novidades, embora elas estejam a caminho. É hora de fazer aquela mudança PREVENTIVA de endereço do RSS, para vocês (seis ou sete) que assinam meu blog.

Agora vocês vão seguir por aqui: http://feeds.feedburner.com/biabonduki

E nada mais digo, que já ando bem ansiosa.

É engraçado viver em São Paulo. Você passa meros dois anos fora e leva mais dois pra reaprender o que mudou na cidade.

Digo isso porque agora eu dei de desbravar o centro. Embora eu já tivesse morado exatamente no mesmo quarteirão que moro hoje, há oito anos, parece que só agora eu percebi como estou perto da Sé, da República, desses lugares todos. A tarefa agora é lembrar de tudo que eu queria fazer no centro e alinhar com o que ainda é possível ser feito.

Tipo o que aconteceu na semana passada. Estávamos voltando do Shopping Light, eu e uma amiga, subindo a pé a rua Augusta. Sugestão dela, que eu mesma tava prontinha pra tomar um ônibus, mas a promessa de uma cerveja no meio do caminho fez com que eu encarasse a ladeira. Chegando na Praça Roosevelt, me veio a ideia: e se ao invés de cerveja, a gente parasse no Hotel Ca D’Oro para um drink? Conhecia a fama do restaurante do hotel e achei apropriado para aquela quarta-feira quente. Munidas de nossas sacolinhas das Lojas Marisa, resultantes de uma passadinha rápida, nos dirigimos à recepção.

– Boa tarde, onde fica a entrada do bar? – Se você é local, já deve estar rindo da minha cara.
– Senhora, este é um stand de vendas, o hotel fechou em 2009.

Não satisfeita, ainda pensei que, devido aos nossos trajes e as sacolinhas, talvez não nos quisessem lá – o que ia me deixar emputecidíssima e pronta pra xingar no twitter. Mas era verdade.

Subimos mais um pouco, paramos no boteco Nova Bom Jesus II e finalizamos nossa tarde. Aposto que se eu voltar daqui dois anos, NBJII continuará servindo bem para servir sempre.

(e nenhuma palavra sobre quantas eras faz que não atualizo isso aqui)

Lembrando de todos os apartamentos onde morei, são poucos os que não tinham um vizinho idoso, desses que precisam da vara pra espantar corvo. Num deles, lembro até da ambulância retirando a velhinha para o hospital, mas não sei dizer se ela voltou. Ou seja, por muito tempo eu me senti – e só eu mesma, não é que alguém me delegou essa função – a vigilante do infarto alheio, sempre procurando por pistas para poder socorrer o morimbundo vizinho a tempo.

Bom, tem algumas semanas que me mudei pra um apartamento novo, na continuação daquela saga toda de voltar para São Paulo. E algo que me incomodou, desde o dia que vim ver o imóvel, foi o jornal do vizinho da frente jogado no capacho.

Cada dia a mais do mesmo jornal por lá era um tanto a mais de minhoca na minha cabeça. Só que de noite eu via a luz da cozinha ligada, e achava tudo muito estranho. Será que a pessoa sofria de urtigonice avançada? Tipo eu? Não sai de casa faz 15 dias? Será que morreu assassinada e o assassino continua lá? Mas e o cheiro?

Até que hoje fui deixar o lixo na lixeira. E vi que o jornal nada mais é que PARTE do capacho, estampado.

Voltei para minha casa e terminei a pia de louça, que obviamente tava me fazendo falta.

Quando eu me mudei para Brasília, já suspeitava que no fim dessa jornada eu viveria algo meio “Morgan Freeman de braços cruzados e com cara de onisciente dando a lição final” – (se você não consegue visualizar a cena, trabalhamos também com a opção “Robin Williams e seu sorriso prognata cheio de ternura, virando lentamente na sua direção”).

Enfim, quase dois anos depois eu posso dizer qual foi essa lição: aprender a sair em grupo de A.M.I.G.A.S..

te prepara homarada tamo arrasandooo

Quem me conhece, sabe o quanto eu abominei e evitei sair de MULHERADA nessa vida. Não foi pouco. Mas na sexta passada, depois de sair em um grupo de cinco FÊMEAS com direito a “se trocar lá em casa” e cantar músicas no carro, uma delas concluiu que talvez eu nunca tivesse tido um grupo de amigas que fizesse o comportamento feminino (as opposed to BRODÃO) valer a pena. O que inclui não falar mal de homem e nem se gabar da coleção de sapatos. Quer dizer, até pode, mas pouco.

Agora que a lição foi aprendida, eu agradeço a vocês algumas que me fizeram encontrar esse lado que eu passei a vida toda varrendo pra baixo do tapete. E também por serem mulheres das quais eu me orgulho de ser amiga, afinal não é qualquer uma que me faz sair da zona de conforto da brodagem pra passar um rimelzinho e andar feito JOVENS BRUXAS.

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Qual o nome dado para quando você quer voltar a fazer ioga incontinenti, marca uma aula experimental no primeiro lugar que aparece, e os seguintes fatos acontecem:

A 15 minutos da aula, você descobre que a escola mudou de lugar…

… e fica ali atrás da sua quadra, num apartamento…

… cuja dona é uma mestre iogue indiana…

… que só dá aula para pequenos grupos…

… basicamente de meditação e alongamento?

Eu chamo de “só acontece comigo”.

Tá, eu sei que esse blog tá parecendo um plantão médico, mas eu vou contar essa história só pra talhar em pedra que algumas coisas SÓ ACONTECEM COMIGO!

Há algumas semanas, fiz uns exames pra descobrir o motivo da minha repentina alergia AO MUNDO. Feito o exame, pedi para que me entregassem o resultado por e-mail, que é mais simples.

Eis que chega o resultado e eu vou direto no colesterol pra ver a quantas tava. Tomei um choque ao ver que ostentava um total de 306 mg/dl*, sendo 39,8 mg/dl de HDL (colesterol bom, ou seja, tá péssimo) e 216,4 mg/dl de LDL (o que é mais horroroso ainda). Quer dizer, eu tava correndo risco de infarto aos 28. Fiquei enlouquecida, mudei drasticamente o meu modo de vida – dentro do possível – e já estava a procura de um endócrino para me entregar aos efeitos da sibutramina, à revelia.

Marquei o retorno ao médico já temendo a tamanha carcada que ia tomar, mesmo ele sendo um alergista. Chegando na consulta, o primeiro comentário dele foi “meu nome agora é Márcia?” ao olhar pro nome do médico solicitante do exame. Como ele chama Márcio, nem dei bola. Confere daqui, confere dali, realmente vai ter que tomar remédio, mudar a alimentação, onde já se viu uma mocinha tão nova… bla bla bla. Até que ele dá por falta de um dos resultados mais importantes, e me pede para refazer o exame. Ao que eu, sei lá por que cacetes, olho novamente para o papel e vejo que NÃO ERA MEU.

Iraide, 50 primaveras, a senhora está com um colesterol péssimo. Agora a senhora me dá licença que eu vou 1 – abrir um pacote de Doritos, 2 – consultar um oftalmologista.

Eu acho o cu da cobra ficar vindo de mês em mês pedir desculpa por não estar escrevendo no blog. Afinal, meus cinco leitores não chegam nem a reclamar do sumiço.

Ao contrário do último ano, quando eu tinha muito a reclamar e nada pra fazer, minha vida deu um daqueles mortais a la Galisteu e ficou tudo muito louco. Agora eu trabalho, a sério. No último mês estive em dois países diferentes, nenhum que eu conhecesse antes. Fiquei doente e desdoente e doente de novo, mas não cheguei a cair de cama porque simplesmente não dava tempo. Tive umas 49 crises no namoro, todas elas resolvidas. Agora tenho um carro, e com ele as preocupações com combustível, IPVA, lavagem e troca de óleo. Ando mudando meu armário para me adaptar à nova função, mas ainda não consegui chegar perto da magreza tão sonhada.

Ou seja, minha vida virou um comercial de absorvente, só falta eu levar três filhos na escola.

Então enquanto eu me ocupo tirando as calças pela cabeça, vocês podem tá vindo aqui, ó (sim, tem que pedir autorização). Ou aqui, caso queiram conhecer minhas novas desventuras profissionais.

Engraçado, cês tão ouvindo eco? Gente, tem alguém aqui ainda?

Ter um título de nobreza, hoje em dia, realmente não é nada. Já não bastasse herdeiros reais sujando o nome na lama, temos também membros da plebe querendo ostentar seu pedacinho de terra no brasão (e.g.: Conde Chiquinho & Princesa Carola).
Mas o que mais me assusta são os reinos propriamente ditos. Como a história de uma cidadã que clama possuir um punhado de fungos, suficiente para lhe garantir uma coroa no Reino da DST.

A gente reage como quando ouve uma coisa dessas? Bate palmas com vontade, faz de conta que é turista?

Aí eu tava passando na rua e um senhor me perguntou alguma coisa. Virei para soltar um “perdão?” e, nesse ínterim, percebi que ele não tinha perguntando coisa nenhuma, e sim soltado algo como “goshtósa”. Só que, até meus músculos faciais compreenderem o fato, era tarde demais, e eu virei pro senhor com uma cara de mula irreproduzível.
Eu espero, do fundo do meu coração, que ele tenha entendido isso como desprezo.

Existem pessoas que morrem milhares de vezes, no meu ver. O Saddam Hussein, por exemplo, morreu em 1996. Eu juro. Depois, foi só re-morrer. Assim também foi com o Bezerra da Silva e o Jamelão.

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Sol com frio, sol com frio, sol com friiiiio!

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Ouvido no Sacha, enquanto matava as lombrigas com um dogão:

– Não, ela não era zoada de feia, era aloprada de louca mesmo.