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(e nenhuma palavra sobre quantas eras faz que não atualizo isso aqui)

Lembrando de todos os apartamentos onde morei, são poucos os que não tinham um vizinho idoso, desses que precisam da vara pra espantar corvo. Num deles, lembro até da ambulância retirando a velhinha para o hospital, mas não sei dizer se ela voltou. Ou seja, por muito tempo eu me senti – e só eu mesma, não é que alguém me delegou essa função – a vigilante do infarto alheio, sempre procurando por pistas para poder socorrer o morimbundo vizinho a tempo.

Bom, tem algumas semanas que me mudei pra um apartamento novo, na continuação daquela saga toda de voltar para São Paulo. E algo que me incomodou, desde o dia que vim ver o imóvel, foi o jornal do vizinho da frente jogado no capacho.

Cada dia a mais do mesmo jornal por lá era um tanto a mais de minhoca na minha cabeça. Só que de noite eu via a luz da cozinha ligada, e achava tudo muito estranho. Será que a pessoa sofria de urtigonice avançada? Tipo eu? Não sai de casa faz 15 dias? Será que morreu assassinada e o assassino continua lá? Mas e o cheiro?

Até que hoje fui deixar o lixo na lixeira. E vi que o jornal nada mais é que PARTE do capacho, estampado.

Voltei para minha casa e terminei a pia de louça, que obviamente tava me fazendo falta.

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Se eu ganhase um pacotinho de Cheetos cada vez que me perguntassem o que quer dizer alguma das minhas tatuagens, eu seria uma pessoa plena e feliz. Mas só pelos Cheetos.

Então vai aqui uma explicação bem simples do que minhas tatuagens querem dizer

– Exclamação e interrogação – uma visão 2.0 das máscaras do teatro. O expressar e o questionar. Ou, como diria o filósofo, “WHAAAT? YEA”.

– Aspas – são asas na verdade. As asas da sua ignorância subindo pelas minhas costas.

– “Divine” – o óbvio, gente: Sou di-vi-na.

Ainda resta alguma dúvida?

O Jorge me indicou para responder um meme que eu muito provavelmente já respondi cinco trilhões de vezes. Então eu vou mudar as regras: ao invés de passar adiante o karma ruim de OBRIGAR um pobre coitado a postar isso no blog (sim, você me paga, japonês), quem quiser que deixe suas respostas nos comentários.

Aqui vão seis fun facts sobre a minha interessantíssima pessoa, que você nunca soube:

– Eu faço auto-cafuné em mim mesma antes de dormir.
– Já fiz aula de volteio, que é ginástica em cima do cavalo (o animal).
– Tenho loucura por material de construção. Um dia terei uma caixa completa de ferramentas.
– Fiz aula de teatro e, na peça final, Oz, meu papel era de Munchkin.
– Eu gosto do Ne-Yo.
– Com 12 anos, eu sonhava diariamente que ia encontrar o Felipe Folgosi no shopping e ele ia me pedir em namoro.

Mostrei o meu, agora mostrem os de vocês.

Esta noite, sonhei que via um filme estrelado por mim. Eu tinha 16 anos, era feia de doer e arrastava um bonde por um menino igualmente feio, que me desprezava.

Que roteiro mais autobiográfico.

(ops, blog errado, devia ter postado aqui)

Quem nunca ouviu falar em maquiagem preventiva, é só ver minha cara hoje.

E agradecer, que a coisa tava feia.

Vergonha de si mesma é ter uma hora inteira para si, pegar um livro RUIM para ler na livraria e sentar de modo que a capa fique bem escondida, para não ser julgada.
E, finalmente, concluir que, de uma hora inteira, perdi 60 minutos.

A fase dois do Jogo da Vidaloka consiste em pegar um ônibus até o Largo 13, com o dinheiro da semana inteira dentro da bota, tentando desviar de uma ex-faxineira que carrega ressentimentos fortes por ter sido demitida (por você) por motivos de incompetência, e que por isso não te deixa atravessar o corredor para saltar.

E os comentaristas do gueto dizem: a vida é bataia.

Um amigo te indicou um livro. Você procurou por muito tempo e comprou a versão em inglês, querendo o máximo de fidelidade. Você leu o livro obsessivamente, chegando a quase descolar as retinas ao tentar ler no ônibus em movimento. Você chegou perto do fim numa ânsia cada vez maior de terminá-lo, para finalmente ver o filme.
Aí você terminou. E, como é de praxe, foi fazer as considerações finais com o tal amigo. E é então que você percebe que você ENTENDEU O FINAL ERRADO.
Não é a primeira vez que isso me acontece, e nem vai ser a última.
É tanta frustração…

Minha MICROCIRURGIA foi hoje, e acabou que a médica queria era passar o bisturi em tudo, e acabar com esse lance demodé que é ter pintas. Já na ficha eu li que eram duas. Cheguei lá e ela já foi achando umas nas costas prá arrancar fora também. Mas, é claro, minha pixotice não permitiu. Pressão baixou, tensionei os ombros e ela achou por bem não continuar.
Agora tenho que aguentar minha tia de 97 anos fazendo troça da minha pessoa – ela, que acabou de tirar meio nariz por causa de um câncer.

Toda vez que eu penso em fazer um twitter prá mim, dou dois suspiros fundos e… ai, que preguiiiça. Por outro lado, o que mais eu ia postar além de “estou na internet” e “maminha latiu”?