Se tem uma coisa da qual eu fujo mais que Testemunha de Jeová num sábado de manhã são aquelas pessoas inebriadas de si mesmas. Sabe? Pessoas que se curtem muito, que se enxergam como um lance doido que caiu aqui na terra, que fecham os olhos e viajam nessa trip gostosa que é ser o que é.

Ou então, como andei pensando, gente que se encaixa na seguinte descrição:

A pessoa mudou o cabelo – cortou, alisou, não importa. Você vai lá e comenta a mudança.

Atenção para a reação!

A pessoa mexe os cabelos enquanto afirma que, sim, mudou. Conte o tempo com o cronômetro do bom-senso. Se ela sacudir a cabeça de forma protocolar, de modo a mostrar a diferença, ok, prossiga. Agora, aquele MILÉSIMO de segundo a mais da pessoa jogando a crina para lá e para cá, no maior SELF LOVE, deixando escapar risadinhas finas, ah, meu caro, é ele que atesta que você está diante de um inebriado de si mesmo.

Aproveite este segundo e fuja, ou você nunca mais se soltará das garras do auto-assunto.