A Mari Casalecchi é, como eu, uma pós-graduada em Styling, mas no entanto não suporta as afetações da moda. O que ninguém sabe é que ela é PhD em sarcasmo e o apresenta ao grande público através de suas atualizações da FERRAMENTA SOCIAL Facebook. Falando mal de gelatina ou constatando a idade que chega, Mari cria um burburinho. E diverte os que andam cansados da gentinha de sempre.
Conheçam a Mari!

bonita, inteligente e bigoduda

1 – É hora de criar um novo status do Facebook. Quais assuntos entram na PAUTA?

Tenho uma tendência quase doentia a problematizar as coisas, especialmente as mais triviais, então as pautas acabam tratando de impressões sobre tudo o que é mínimo, como as gelatinas. Tem ainda previsões extra-científicas sobre o futuro (temo a tecnologia e onde ela pode nos levar), os pesares da vida, a nostalgia e suposições fantasiosas sobre a realidade. Vez ou outra, escolho maldizer a afetação do mundo da moda – me é de um prazer coagulante.

2 – Se fosse pra ter 16 anos de novo, em qual década seria?

Não consigo pensar em década nenhuma sem me preocupar com a década em que eu estaria com 30 anos. A maturidade deixa as pessoas egoístas, né?
De todo jeito, me divertiria musicalmente sendo adolescente na década de 1970.

3 – Um corte de cabelo no salão ou uma tarde ouvindo música?

Uma tarde ouvindo música (pra ter inspiração pro corte).

4 – Descreva o gatinho que te faz virar o pescoço.

É fundamental que saiba andar. Embora super subjetivo, é algo que me chama atenção, me ligo em como as pessoas se movem. Discrição também faz parte do charme. Se, além disso, for alto, tiver olhos brilhantes, senso estético e um bom corte de cabelo, aguento o torcicolo no dia seguinte.

5 – Os preferidos: um prato, um livro e uma viagem.

Prato: eu viveria de sashimi (com molho especial).
Livro: o realismo fantástico me encanta, portanto: O Evangelho Segundo Jesus Cristo, do Saramago.
Viagem: Buenos Aires, no fim do ano passado, trouxe boas descobertas: castelhano soa mais bonito quando falado em coro, é a terra dos melhores quadrinistas e minha companhia (e só ela) em tempo integral, é menos irritante do que eu previa. Descobri também o péssimo gosto musical dos argentinos, mas isso eu já tô tratando de esquecer.