Tá, eu sei que esse blog tá parecendo um plantão médico, mas eu vou contar essa história só pra talhar em pedra que algumas coisas SÓ ACONTECEM COMIGO!

Há algumas semanas, fiz uns exames pra descobrir o motivo da minha repentina alergia AO MUNDO. Feito o exame, pedi para que me entregassem o resultado por e-mail, que é mais simples.

Eis que chega o resultado e eu vou direto no colesterol pra ver a quantas tava. Tomei um choque ao ver que ostentava um total de 306 mg/dl*, sendo 39,8 mg/dl de HDL (colesterol bom, ou seja, tá péssimo) e 216,4 mg/dl de LDL (o que é mais horroroso ainda). Quer dizer, eu tava correndo risco de infarto aos 28. Fiquei enlouquecida, mudei drasticamente o meu modo de vida – dentro do possível – e já estava a procura de um endócrino para me entregar aos efeitos da sibutramina, à revelia.

Marquei o retorno ao médico já temendo a tamanha carcada que ia tomar, mesmo ele sendo um alergista. Chegando na consulta, o primeiro comentário dele foi “meu nome agora é Márcia?” ao olhar pro nome do médico solicitante do exame. Como ele chama Márcio, nem dei bola. Confere daqui, confere dali, realmente vai ter que tomar remédio, mudar a alimentação, onde já se viu uma mocinha tão nova… bla bla bla. Até que ele dá por falta de um dos resultados mais importantes, e me pede para refazer o exame. Ao que eu, sei lá por que cacetes, olho novamente para o papel e vejo que NÃO ERA MEU.

Iraide, 50 primaveras, a senhora está com um colesterol péssimo. Agora a senhora me dá licença que eu vou 1 – abrir um pacote de Doritos, 2 – consultar um oftalmologista.