Meu namorado fala que quando eu tiver um filho, ele vai se chamar Cheetos Internet. Não sei se gosto dessa piada, mas é verdade.

Nas últimas semanas meu laptop andava meio lerdo, meio entupido de coisa, meio méh, então resolvi falar com a mulher que conserta os computadores da Embaixada e ela sugeriu uma formatação + anti-vírus do bom por uma barganha. Topei, mesmo descobrindo mais tarde que a razão da lerdeza era, entre outras coisas, o modo “power saver” que eu deixei, para poder ver filme na cama sem plugar o carregador.

Então na segunda eu entreguei o meu filhote pra moça. E assim começou o meu desespero.

Eu saio do trabalho todo dia às 16h. Em casa, não tem televisão. Eu não gosto muito da minha própria companhia e, pra completar, tava fazendo um calor desgraçado. Pensei em alugar um filme; lembrei que precisava do computador. Pensei em ouvir música; o iPod tava sem bateria e eu não tenho rádio. Pensei em enfiar os dois dedos… não, mentira, não pensei nisso não. Acabei descendo pro parque pra fazer sudoku na grama até que anoitecesse.

Quando voltei, ainda faltavam bem umas quatro horas para dormir; resolvi cozinhar. Descongelei um frango, destrinchei, temperei, cozinhei no microondas e depois pus no grill. Jantei, mas não o frango. Acabada a sessão Maravilhosa Cozinha, ainda faltavam umas duas horas pra me dar sono.

Arrastada em tédio, terminei um sudoku de 16 números, lavei o cabelo e tentei terminar meu livro até pegar no sono. Que noite lazarenta.

Moral da história: vou acatar a piada do Mano, mas prefiro chamar meus filhos de Mike Intosh e Michael Soft.