Depois de quase uma semana na ilha, eis aqui algumas impressões de Cuba, sob o ponto de vista de quem não saiu do hotel em três dos cinco dias. Mas tá valendo:

– Esperava encontrar um país triste e miserável, encontrei um país colorido e de encher os olhos. É o que dá estudar história malemá.

– Cuba setoriza a chuva tanto quanto Brasília. No mar faz sol, na cidade, lá vai água.

– Styling Cuba: minissaia na altura dos dedos na coxa, coque alto e cara de “no tengo ganas de vivir”.

– Lá tem um prato ótimo que se chama “Estamos Sín”. É você pedir alguma outra coisa ao garçom, que ele logo te sugere esse.

– Aliás, a comida lá é ruim. E por comida, lembre-se que a minha amostra era a do hotel. As frutas são meio desbotadas e mais aguadas que as daqui. Só em Cuba você vai comer uma melancia e detestar.

– Os nomes femininos são um caso digno de estudo. Todos eles dão a impressão de terem sido criados num momento em que a pessoa tava com a boca pastosa de sede. É tudo com Y: Yuleides, Yoheini, Yuleika, Yecenia.

– Gente, os carros. OS CARROS. E as casas. Ay.

– As guayaberas, aquelas camisas com detalhes em fileiras, são maravilhosas! Quando cheguei no país, tava quase pedindo pra alguém tirar e me dar. Depois vi que vendia em todo canto e trouxe uma pro macho.

– No hotel faltou luz, faltou água quente, faltou telefone, faltou internet e o papel higiênico era vagabundo que só. Mas a vista da janela compensava uns dias de monge (não quando se está preparando uma recepção prum Sheik, mas detalhes, detalhes).

– As fotos, logo mais aqui.