É tipo uma maldição que se repete.
Uma vez, tomada de sentimento saudosista, perguntei aos meus amigos se se lembravam daquela velha canção da Gretchen, intitulada “A Débora não consegue botar o bumbum no chão”. Para minha surpresa, ninguém se lembrava de nada. Muito menos o Google.
Tentando provar que não inventei uma música dessas aos cinco anos de idade, escrevi para a Gretchen, herself, mas não obtive resposta. Pelo contrário, fui bombardeada com uma enxurrada de spam da Rainha do Rebolado.
Aí, dia desses, lembrava com o Jorge de axés famosos nos anos 80. Tipo a Rodinha da Sarajane e o clássico “Ele não monta na lambreta”. Foi então que a maldição da música que não existe voltou. Desta vez, vou cantar inteira, no caso de algum indivíduo de baixos níveis culturais se lembrar:

“Nãoseique te pego te cutuco
To maluco
Nãoseique te pega te cutuca
Ta maluca

(parampampampam parampam paaam paaam)

Me levaaa, morena. Me levaaa, morena.
Aprender (morena) e te ensinar (morena)
O ABC (morena) e o be-a-bá morenááá

O cê com a (cê a cá)
O cê com e (cê e cé)
O cê com i (cê i ci)
O cê com o (cê o có)
O cê com u eu não falo mais não, morenaaa”

Gente, por favor, eu não sou louca. Alguém me diz que essa música existe, quem canta, de quando é. Eu lembro de ouví-la todo dia em um acampamento que fui, curiosamente, para aprender inglês.
Não quero ficar famosa como a pessoa que inventa músicas de baixo calão e se faz de desmemoriada.

UPDATE!
Graças ao Menezudo, posso provar a da Gretchen. Ou seja, não sou louca, mas sou bem incompetente.