Há coisas que não mudam nem com a maturidade. Vou contar uma historinha introdutória, e aí concluo.

Quando namorava um americano, resolvi levá-lo para aquele tour no centro, para conhecer essa paulicéiadesvairadabemloka e saber bem onde estava pisando.
Durante o passeio, vimos uma daquelas banquinhas que o cara fica fazendo mágica e tomando dinheiro dos passantes crédulos. Eu ri. Ele, tirou uma nota de cinqüenta e entregou pro cara. Antes que eu pudesse dizer whaddafuck?, o cara já tinha começado o espetáculo.
E, mesmo comigo olhando prá ver se ele trapaceava, não adiantou. Perdemos os cinqüentinha. MAS ERA ÓBVIO. Me senti como aquelas pessoas que compram ouro de cigano na rua (ops, já presenciei um caso desse quando mais nova). Ele ainda tinha a desculpa de ser gringo, no conppréndo. Eu não tinha desculpa nenhuma.

Bom, anos mais tarde, comprei um celular que vinha com um joguinho de bejeweled. Tá, da Paris Hilton, mas não importa! O joguinho era demo e eu pensei comigo “nunca fiz investimento algum no meu celular, é chegada a hora.”, e comprei.
Agora, QUEDÊ que eu acho meu jogo?
Não aprendo, não aprendo.