Na última semana, tive a oportunidade de experimentar algumas das coisas gratuitas da vida. Ganhei de um salão uma hidratação capilar, e, da academia, uma hidratação facial.
Bom, o que se nota é que nada sai totalmente de graça, e, quando sai, as vantagens ficam no zero a zero. A hidratação capilar mostrou bem isso: a mulher passou no meu cabelo o produto mais vagabundo do salão, de qualquer jeito, e a diferença final foi que eu entrei com o cabelo seco e sujo e saí com ele molhado e limpo. Tudo bem, foi de graça – repeti a noite toda.
Já a hidratação facial foi um pouco mais pesada. Porque não foi do nada, eu me matriculei na academia e “ganhei”. E, tá, era de uma marca boa de produtos. Mas isso implicou em a esteticista ficar me botando terror durante todo o processo.
“Ah, você já tem 27 anos, tem que começar a levar o tratamento da pele a sério”
“Olha como sua pele é seca. Olha como ela tá BEBENDO o hidratante.”
“Celulite não tem cura, hein? Até homem tem (q).”
“Você vai fazer um investimento na sua pele, são só cinco gotas de vitamina c por dia. CINCOGOTAS.”

Que ela tava fazendo o trabalho dela, não há dúvidas. Mas depois de tanto terrorismo, eu não conseguia nem concordar. Deitei a cabeça e fiquei fazendo “hm-hm” até acabar. E não comprei nada, afinal torrei fortunas da minha paciência nessa meia hora.