Hoje cedo, saindo do elevador, quem é que eu encontro? Isso mesmo. Dona Velhinha, andando bem manquitola, bem devagarinho, com aquele sorriso de quem já perdeu a lucidez faz tempo.
Enquanto eu segurava a porta do elevador para ela passar, a enfermeira – uma tia Anastácia de jaleco – olhou para mim e disse “Deus te abençoe”.
Ai, que dó! Ai, que arrependimento. Ai, me passa o chicote.
Depois disso, ela pode cantar uma ópera todas as horas da noite.