Taí uma coisa que você nunca pediu para saber: por que eu não vou ver SatC. Depois de ler opiniões parecidas, vou dar minha não-solicitada opinião.
Eu nunca tive interesse pela série. Se vi, posso contar as vezes nos dedos de uma mão petista e, de todas elas, não gostei de nenhuma. Deu sono, deu vergonha, troquei de canal. A idéia seria até boa, se fosse para mostrar o cotidiano de quatro mulheres novaiorquinas sob uma ótica, sei lá, sarcástica. Eu disse boa, não genial. Só que permear uma série com o desespero do matrimônio é uma idéia que talvez desse certo em 1900.
Aí vem o fanatismo, né? Mulherada em peso se identificando, levando a sério, torrando grana na Shoestock e tomando drinks no Rei do Mate. Pior, fazendo teste na internet para descobrir qual personagem elas são – e vibrando ao descobrir que são Samanthas Jones. E malhando o sexo oposto, coisa que eu ouço de onze entre dez conversas furtadas nas praças de alimentação. “Que cara idiota, amigá, ele não te merece. Passa comigo na C&A depois?”. Aaai, que preguiça.
Então não vou. Vou ficar em casa vendo minhas séries favoritas, que podem não ser mil vezes melhores que SatC, mas que ao menos me divertem. E se eu declinar um convite, por favor, não me levem a mal. Como diz a MC Sharon, ado, a-ado, cada um no seu quadrado.