Ontem, pela primeira vez, eu acreditei na existência de um inferno, daqueles que abre um buraco no chão, saem labaredas e o mal se espalha na terra.
Era umas 11 da noite e já estávamos tentando dormir. Às quintas, já sabemos que o pagode santamarense funciona até tarde, mas beleza. Uns laialaiás de corno não nos afetam mais. O problema foi que em cima do pagode começou um outro tipo de música que deixava o Créu parecendo canto gregoriano. Sério, eu nunca ouvi tanta baixaria na minha vida. E pior, que se eles – os autores de tais chansons – praticam o que pregam, não é à toa que o mundo anda cheio de doença.
Eu não sou pudica. Mas também não sou obrigada a dormir embalada por uma música que fala do revezamento dos buracos.