Acordei era 20 prás oito com ele dizendo que já ia. Ajustei na minha cabeça o despertador e fui até 8h40 sonhando. Quando vi, não tinha mais tempo de nada. Enquanto eu engolia um lauto café, minha sogra procurava na internet um jeito de eu me atrasar menos. Saí voando, fui carregar o BU e peguei um ônibus pro terminal Santo Amaro ali mesmo. No plano traçado em casa, eu deveria andar até o terminal. Comentei com o cobrador meu trajeto e ele me mandou descer na rua tal. Rua, essa, que não tinha nada, só um trilho de trem lá no alto, que me lembrou W’sburg (pedante.). Quando ia começar a maldizer a existência do pobre homem, vi como um oásis, ali, imponente, o terminal do trem. Tipo, eu nem ia precisar pegar metrô! Era a glória, ele salvou minha vida!
Por pouco eu não corri atrás do ônibus para lhe dar um ramalhete de flores e um cartão de agradecimento. Pedi para minha entourage mental fazer isso, enquanto me dirigi feliz para meu último dia de trabalho.
No caminho, lembrei: o remédio tinha acabado de fazer efeito.
Ah, tá.