Como se não bastasse a falta de educação que assola São Paulo (que tá, gente, ah tá horrível, neguinho perdeu a noção do básico), dia desses fui obrigada a conviver por alguns segundos com um senhor que aproximava, lenta e gentilmente, suas partes pudicas do meu ombro. Cata a cena: subiu no veículo no Largo da Batata, piando de bêbado, fazendo a dança do boneco doido. A cada uma dessas requebradas de cintura de mola, eu me deparava com a proximidade de seus genitais e meu ombro, e assim foi a cada curva. Quando resolvi me levantar, pedi licença e saí bruscamente, ao que o nobre cavalheiro in shining face me retruca: “Aô mia s’iora, fica à vontade!”.
À vontade prá quê? Tomar pembada no ombro?