Eu tenho um moleskine pequenininho, que eu comprei numa lojinha de arte em Glenwood, quando morava por ali. A lojinha em si já valia a viagem. Vendia tudo o que fosse de arte, mais brinquedos e umas coisinhas hippies – incensos, óleos terapêuticos, panos indianos. O filho da dona, um menininho de uns dois anos, brincava no chão com umas réplicas de animais e dinossauros, e dizia que eu era a cabra e minha irmã o Tiranossauro Rex.
Depois de muito vasculhar a loja, achei meu moleskine, e a partir desse dia passei a anotar todo e qualquer pensamento nele, válido ou não. Colo fotos, recorto revistas, faço uns rabiscos, escrevo frases desconexas.
E aqui vai ser mais ou menos a mesma coisa.