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Entries from November 2009

Iraide não sou eu

November 24, 2009 · 4 Comments

Tá, eu sei que esse blog tá parecendo um plantão médico, mas eu vou contar essa história só pra talhar em pedra que algumas coisas SÓ ACONTECEM COMIGO!

Há algumas semanas, fiz uns exames pra descobrir o motivo da minha repentina alergia AO MUNDO. Feito o exame, pedi para que me entregassem o resultado por e-mail, que é mais simples.

Eis que chega o resultado e eu vou direto no colesterol pra ver a quantas tava. Tomei um choque ao ver que ostentava um total de 306 mg/dl*, sendo 39,8 mg/dl de HDL (colesterol bom, ou seja, tá péssimo) e 216,4 mg/dl de LDL (o que é mais horroroso ainda). Quer dizer, eu tava correndo risco de infarto aos 28. Fiquei enlouquecida, mudei drasticamente o meu modo de vida – dentro do possível – e já estava a procura de um endócrino para me entregar aos efeitos da sibutramina, à revelia.

Marquei o retorno ao médico já temendo a tamanha carcada que ia tomar, mesmo ele sendo um alergista. Chegando na consulta, o primeiro comentário dele foi “meu nome agora é Márcia?” ao olhar pro nome do médico solicitante do exame. Como ele chama Márcio, nem dei bola. Confere daqui, confere dali, realmente vai ter que tomar remédio, mudar a alimentação, onde já se viu uma mocinha tão nova… bla bla bla. Até que ele dá por falta de um dos resultados mais importantes, e me pede para refazer o exame. Ao que eu, sei lá por que cacetes, olho novamente para o papel e vejo que NÃO ERA MEU.

Iraide, 50 primaveras, a senhora está com um colesterol péssimo. Agora a senhora me dá licença que eu vou 1 – abrir um pacote de Doritos, 2 – consultar um oftalmologista.

Categories: aí né · somefodobrasil

Um ouvido, muitas bocas

November 23, 2009 · 7 Comments

Sempre fui daquelas crianças que não sofriam do ouvido, mesmo durante os anos de treino de natação. Ao contrário dos coleguinhas que usavam bolinha de silicone, viviam com otite e cera escorrendo costeleta abaixo (juro, tinha uma amiguinha cujo cerúmen fazia parte do styling dela), sofriam de dores e surdez temporária, eu saía livre, leve e solta de uma sessão subaquática. Mas aí chega a idade e a gente começa a experimentar doenças outras.

Ontem fui com alguns amigos para uma tarde no Lago Para-noir, como já está virando costume. Não quero comentar aqui a qualidade da água, mesmo porque eu não sou CANDANGA o suficiente para discorrer sobre, mas acho que boa, 100%, não é. E bastou eu mergulhar a cabeça para que meu ouvido tapasse e não mais voltasse a funcionar de acordo.

Sim, eu tentei dar os tais pulinhos. Eu quase desloquei meu pescoço de tanto bater a cabeça pro lado, mas não adiantou. Cheguei até a achar que tinha entrado um GIRINO pela minha trompa de Eustáquio. Mas pior que ficar surda são as dicas que me deram para desentupir o ouvido. Vem comigo:

- Azeite quente – Olha, eu já devo ter lido sobre isso em algum livro de mafiosos, como forma de tortura. Do jeito que eu sou JEITOSINHA, é capaz que eu queime até o cérebro numa manobra mal-calculada.

- Cera de vela – A dica vem aqui dos brimo. Faz-se um cone de papel, pinga uma vela dentro deste, até que a cera escorra para o ouvido, seque, e aí é só puxar AS ceras de uma vez só. NEM. FUDENDO.

- CAULE DE MAMOEIRO – Sim, você leu certo: caule de mamoeiro. Dotô Marcos que me passou a receita, diz que no Tocantins é um must. Você pega um caule de mamoeiro, enfia no ouvido e, com um isqueiro, queima o outro lado da planta. É alívio imediato, principalmente se não é quase meia-noite de um domingo e você tem milhares de caules de mamoeiro à disposição.

Só sei que eu continuo surda, mesmo recorrendo à alopatia.

Categories: soluções para o mundo · somefodobrasil

Uma noite sem computador

November 20, 2009 · 1 Comment

Meu namorado fala que quando eu tiver um filho, ele vai se chamar Cheetos Internet. Não sei se gosto dessa piada, mas é verdade.

Nas últimas semanas meu laptop andava meio lerdo, meio entupido de coisa, meio méh, então resolvi falar com a mulher que conserta os computadores da Embaixada e ela sugeriu uma formatação + anti-vírus do bom por uma barganha. Topei, mesmo descobrindo mais tarde que a razão da lerdeza era, entre outras coisas, o modo “power saver” que eu deixei, para poder ver filme na cama sem plugar o carregador.

Então na segunda eu entreguei o meu filhote pra moça. E assim começou o meu desespero.

Eu saio do trabalho todo dia às 16h. Em casa, não tem televisão. Eu não gosto muito da minha própria companhia e, pra completar, tava fazendo um calor desgraçado. Pensei em alugar um filme; lembrei que precisava do computador. Pensei em ouvir música; o iPod tava sem bateria e eu não tenho rádio. Pensei em enfiar os dois dedos… não, mentira, não pensei nisso não. Acabei descendo pro parque pra fazer sudoku na grama até que anoitecesse.

Quando voltei, ainda faltavam bem umas quatro horas para dormir; resolvi cozinhar. Descongelei um frango, destrinchei, temperei, cozinhei no microondas e depois pus no grill. Jantei, mas não o frango. Acabada a sessão Maravilhosa Cozinha, ainda faltavam umas duas horas pra me dar sono.

Arrastada em tédio, terminei um sudoku de 16 números, lavei o cabelo e tentei terminar meu livro até pegar no sono. Que noite lazarenta.

Moral da história: vou acatar a piada do Mano, mas prefiro chamar meus filhos de Mike Intosh e Michael Soft.

Categories: relatórios · sua ridíca

Saldão do Iveto

November 18, 2009 · 2 Comments

Você já possui a sua exclusivíssima Adelaide Ivanova na sua casa? NÃO? Corra, ou você pode estar perdendo a chance de ter uma IT-PAREDE.

A minha amiga fotógrafa neo-germânica das terras de Nassau está se despedindo do mundo das modas em grande estilo, vendendo suas fotos para que você possa agraciar suas paredes com tamanha arte. Para encomendar a sua, você vai aqui, lê as instruções e aproveita pra ler o blog inteiro e rir um pouco. As fotos chegam em alguns dias e ainda vêm assinadas e embrulhadas em papel de seda, cartolina e papelão, tá? Posso dizer que nunca vi essa araponga ser tão prestimosa assim!

Como sou grande colecionadora de Ivices, tendo até uma peça de exposição em casa, comprei mais uma foto – chegou hoje. BEHOLD:

É da piscina do Ernie, assim tenho meus recifenses mais lindos no <3 de uma vez só.

E você, já tá mandando o e-mail pra ela?

Categories: a maravilhosa cozinha · assinoembaixo

Antes e (seis meses) depois

November 8, 2009 · 3 Comments

Lembra lá em 1915, quando eu disse que ia fazer um post antes-e-depois do meu muquifinho? Pois bem. O tempo passou, eu esqueci, aí lembrei, fiquei com preguiça e acabei desistindo. Eis que acordo ontem possuída pelo demônio das 12-horas-seguidas-de-sono e começo a mudar a casa toda de lugar; e aí, claro, deu a maior vontade de fazer as fotos. Vem comigo, então.

O apartamento (note a hipérbole)

Na verdade eu moro no que pode ser chamado de sala comercial, ou quitinete. Aqui quase não tem divisão, é tudo bem encaixado pra ser prático dentro dos 24 m2 – acho que foi por isso que demorou tanto tempo para eu considerar o lugar “decorado do meu jeito”. O que mais me conquistou foi a estante que “divide” cozinha de quarto – e segundo minha cunhada, é inspirada numa obra do Athos Bulcão, que fica no Palácio do Itamaraty.

Estante

estante, evoluindo


(clique nos thumbnails pra ver as fotos)

Quando eu aluguei, aqui era uma quiti com varanda, só que as esquadrias estavam velhas e mal pregadas, o que fazia a água da chuva entrar pelo vão de baixo. Além disso, tinha uma cortina de escritório hor-ro-ro-sa acoplada. Levei meses nas costas da imobiliária, cobrando para fechar a varanda com blindex e pedindo para tirar aquele show de horror de antes, até que eles mandaram uma dupla de faz-tudo mequetrefe, que acabou fazendo um trabalho de merda e até quebrando uma parede. Não se pode ter tudo. No entanto, ficou melhor: o espaço ficou mais amplo.

Janela

com esquadria/sem cama e sem esquadria/com cama

Na cozinha, coloquei aquela mesa que fiz com o Mano (ver aqui), já que ele saiu daquele cafofo e não precisou mais. No “escritório”, vulgo hall de entrada, mamãe me agraciou com uma mesa de vidro e cavaletes.

DSC00981

mesa-mano

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mesa-madre


* a cadeira eu achei num usadão. linda, né?

Aí foi complementar e deixar com cara de casa. Um bom exemplo é a parede interna, que eu pendurei meus rrrobedechambre como se fossem obra de artchi, e botei uma sapateira embaixo pra dar um colorido. Comprei também um pufe maravilhoso assim que vendi o sofá fúcsia que comprei por impulso (e não merece ser retratado), e joguei ali no MUNDO DO ARCO-ÍRIS. A ver:

parede

pufe, te amo, você é lindo.

E os detalhinhos, que fazem toooda a diferêêêinça no dia-a-dia, néam?

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criado-mudo

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facção cozinha-quarto

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porta de entrada

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fotos pela casa

DSC00993

there, i fixed it nécessaire

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uma rrrede preguiçosa pra deitar

Minha terapeuta diz que cuidar da casa é cuidar de si. Tô ou não tô cuidadinha?

Categories: a maravilhosa cozinha · palmas pra mim · relatórios

Tudoaomesmotempoagoraexpressãoescrota

November 5, 2009 · 5 Comments

Eu acho o cu da cobra ficar vindo de mês em mês pedir desculpa por não estar escrevendo no blog. Afinal, meus cinco leitores não chegam nem a reclamar do sumiço.

Ao contrário do último ano, quando eu tinha muito a reclamar e nada pra fazer, minha vida deu um daqueles mortais a la Galisteu e ficou tudo muito louco. Agora eu trabalho, a sério. No último mês estive em dois países diferentes, nenhum que eu conhecesse antes. Fiquei doente e desdoente e doente de novo, mas não cheguei a cair de cama porque simplesmente não dava tempo. Tive umas 49 crises no namoro, todas elas resolvidas. Agora tenho um carro, e com ele as preocupações com combustível, IPVA, lavagem e troca de óleo. Ando mudando meu armário para me adaptar à nova função, mas ainda não consegui chegar perto da magreza tão sonhada.

Ou seja, minha vida virou um comercial de absorvente, só falta eu levar três filhos na escola.

Então enquanto eu me ocupo tirando as calças pela cabeça, vocês podem tá vindo aqui, ó (sim, tem que pedir autorização). Ou aqui, caso queiram conhecer minhas novas desventuras profissionais.

Engraçado, cês tão ouvindo eco? Gente, tem alguém aqui ainda?

Categories: aí né