Não tinha contado aqui, mas na verdade esse é o segundo. Foi assim: há um mês, achei uma kit bonitinha, com ar-condicionado e blindex, tudo certo. Aluguei, paguei a caução, peguei a chave e, ao apresentar o lugar para o namorado, percebi aos poucos que ela tinha sido arrombada. Quando digo aos poucos, é porque demorou bem uma meia hora até eu notar que, uai, como assim a pessoa bota Blindex no banheiro e depois TIRA para alugar? Dâr.
Mas enfim, aí achei uma kit perfeita, com varanda e estantes dividindo os ambientes. Um luxo em se tratando de QUITINETE. O melhor de tudo foi o jeito que eu achei essa oferta, mas nem vem ao caso, porque é um lance muito Oprah.
Já, já eu faço igual há alguns posts e mostro o antes e depois do encafofamento. E quero deixar claro que não tem nada de doze metros quadrados, tá? Tem o DOBRO.
Nota-se que este blog anda desanimadinho. Mas, não, não vim aqui pra dizer que acabou. Vim só admitir meu fracasso em tentar fazer algo mais sério do que um “querido diário”.
No começo foi bem, mas aí você se desanima com o tanto de gente fazendo copy-paste, percebe que proposta não dá ibope – ou pior, proposta não é pra qualquer audiência, vide os comentários que eu recebo – e aí dá preguiça. Não, eu não sou gênio nenhum, não é isso. É só preguiça de voltar aos relatórios da vida que geram tantas opiniões não requisitadas e tanto interesse de gente que você nem sabe quem é.
Era pra ser meu Moleskine virtual, mas meus amigos bem sabem o bode que essa classificação me deu. E eu acabei enchendo meu Moleskine de verdade com anotações de trabalho.
Se eu boto um monte de imagens e vídeos, não sou eu escrevendo. Então quando eu tiver mais do que falar (e, principalmente, uma casa para chamar de minha, minha, só minha, sai da minha casa), eu volto e faço bonitinho.
Enquanto isso, vão lá no twitter, que lá eu posto as asneiras condensadas.
Um minuto de silêncio para a tia que na verdade era de todos nós. Aquela que na minha lembrança vai sempre correr atrás de nós com um prato de abacaxi, dizendo “Cooooma, coma só mais um”. A que ficou brava em saber que o Roberto que a visitava era, na verdade, o Mano do colégio das sobrinhas. Aquela que esclareceu de uma vez por todas a função de Nhá Nela em nossas vidas.
Numa clareira do parque, a mulher gritava com alguém. O guarda desceu para ver e voltou dizendo “Acredita que é com o telefone?”. E ela implorava: “Prefiro morar num cubículo e pagar aluguel do que morar com você, mamãe”. Um momento com data apropriada para se dizer a verdade.
“Mamãe, eu quero paz!”
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No restaurante, o cara alto, magro, grisalho e bonito entornava a garrafa número 3 de cerveja. A voz do pedido era meio embargada. “Aôu, uma Orizinau!”. Fumava Carlton e olhava para a rua. Não comeu nada. Na hora de pedir a conta, contestou as seis cervejas – eram só cinco. Depois, a nossa conta foi para ele, ao que ele arguiu que não tinha pedido Coca-Cola (nem picanha, nem água, só cerveja).
Saiu de lá cambaleando e entrou no carro. O garçom e nós dois pedimos secretamente para que ele não cruzasse o caminho de nenhuma família que comemorasse o dia das mães.
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E eu passei o domingo com a pele ardendo e o corpo fraco.