Voltando do Carnaval em Mauá, cansados de ouvir as rádios-pirata de pregação, eis que encontramos uma estação que tocava música decente. E então começou a tocar a que eu considero uma das melhores declarações de amor prontas – Lovesong, do The Cure:
clipezinho horroroso
Olhei para ele, que vinha o caminho inteiro imitando TODAS as músicas que tocavam e, ta-daa, fez sentido.
Canta com a gente!
Whenever I’m alone with you
You make me feel like I am home again
Whenever I’m alone with you
You make me feel like I am whole again
Whenever I’m alone with you
You make me feel like I am young again
Whenever I’m alone with you
You make me feel like I am fun again
However far away I will always love you
However long I stay I will always love you
Whatever words I say I will always love you
I will always love you
Whenever I’m alone with you
You make me feel like I am free again
Whenever I’m alone with you
You make me feel like I am clean again
However far away I will always love you
However long I stay I will always love you
Whatever words I say I will always love you
I will always love you
1.
Dia desses um amigo veio elogiar uma foto minha na praia, com uma amiga. Achei estranho, afinal minhas fotos na praia eram minhas com o Mano, e não estavam, assim, dignas de elogio. Mas ele falou com tanta ênfase que eu pedi para ele me mostrar a tal foto.
Batata. Era minha irmã.
2.
Recebi um e-mail de um amigo da minha irmã me convidando para a formatura dele. Ele dizia que o convite era para os amigos mais especiais, e que eles deviam se sentir honrados. Em seguida, ele me chamou no Messenger e reforçou o convite. Sem graça, afinal eu vi o menino uma vez na vida, agradeci e disse que provavelmente não estaria em Floripa no dia da festa.
Então ele se tocou. “Também, quem manda se chamar Ana?”
Mais uma vez, o recado era pra minha irmã.
O bom de crescer em uma chácara era a vasta gama de lugares que possibilitavam uma escalada, desde a nogueira velha no jardim até os batentes das portas, passando pelo maleiro do armário (e quase matando meu pai do coração).
Mas, quando subíamos no portão do condomínio, ouvíamos o seguinte aviso/grito:
- Desce já daí! Sabia que o filho da romichinaider morreu perfurado por uma lança dessas?
Sem ter a menor ideia de quem era o pobre menino, e achando que Romy Schneider era alemão para “a mãe de todas as desgraças”, descíamos na hora.
Que o aviso funcionava, é fato. Mas talvez uma referência menos confusa fizesse o serviço tão bem quanto.
Esta artista is a many splendoured thing. Não dá prá falar só da música, só da letra, só do clipe ou só do figurino. É o que eu chamo de artista completa: Stefhany.
E com a crítica mais que precisa do Marcuix:
“Gente, essa música deveria entrar para o critéiro Brasil de classificação social. Tipo 1 geladeira, 2 banheiros, 1 cd da Stefhany…”