Eu adoro quando você esquece seus pertences em casa. Porque eu sei que você vai voltar para buscá-los, ou mesmo deixar aqui para sempre, porque “para sempre” é nossa medida de tempo. E toda vez que você vai embora, fico esperando quando te ver novamente, porque mesmo depois de tanto tempo, eu ainda me surpreendo.
E confesso que quase tive que ser retirada por enfermeiros da loja de antiguidades, quando você disse que aquelas seriam nossas cômodas. Quero as cômodas, os lustres, os robôs e nossas câmeras.
Pelo primeiro de muitos aniversários que passaremos juntos, parabéns.
Seus melhores dias estão só começando.
:*
Entries from September 2008
Impávido colosso
September 30, 2008 · 2 Comments
Categories: declaration of faith · endless xixi
Gulliable
September 25, 2008 · 4 Comments
Há coisas que não mudam nem com a maturidade. Vou contar uma historinha introdutória, e aí concluo.
Quando namorava um americano, resolvi levá-lo para aquele tour no centro, para conhecer essa paulicéiadesvairadabemloka e saber bem onde estava pisando.
Durante o passeio, vimos uma daquelas banquinhas que o cara fica fazendo mágica e tomando dinheiro dos passantes crédulos. Eu ri. Ele, tirou uma nota de cinqüenta e entregou pro cara. Antes que eu pudesse dizer whaddafuck?, o cara já tinha começado o espetáculo.
E, mesmo comigo olhando prá ver se ele trapaceava, não adiantou. Perdemos os cinqüentinha. MAS ERA ÓBVIO. Me senti como aquelas pessoas que compram ouro de cigano na rua (ops, já presenciei um caso desse quando mais nova). Ele ainda tinha a desculpa de ser gringo, no conppréndo. Eu não tinha desculpa nenhuma.
Bom, anos mais tarde, comprei um celular que vinha com um joguinho de bejeweled. Tá, da Paris Hilton, mas não importa! O joguinho era demo e eu pensei comigo “nunca fiz investimento algum no meu celular, é chegada a hora.”, e comprei.
Agora, QUEDÊ que eu acho meu jogo?
Não aprendo, não aprendo.
Categories: palmas pra mim
No me jodas
September 23, 2008 · 3 Comments
Eu devia ter feito uma cartinha e jogado dentro da Padaria Sensação.
“Olá, mui caro senhor que mais parece um bêbado recolhido da sarjeta. A mortadela que compras é Ceratti? E o pãozinho, vai ser baguete ou ciabatta?
Ótimas escolhas.
Tomara que não te dê caganeira!
Beijinhos,
de uma das várias pessoas que você fodeu nos últimos dias.
P.S.: Não sexualmente.”
Categories: don't ask.
Momento Gorda no coração
September 16, 2008 · 4 Comments
- Oi, Bia. Chegou antes de mim, hoje.
- É que minha mãe mandou comida, preciso esquentar. Comida de mãe é a melhor coisa, né?
- É, tem que aproveitar enquanto ainda TEM mãe.
- …
- …
- Ou aproveitar enquanto a mãe ainda cozinha, porque a minha tá ali pra desistir.
- É. Que CANSA, sabe? Passar a vida inteira cozinhando cansa.
Que azedume!
Categories: oráculo da gorda
My Heart Is Not A Poodle
September 15, 2008 · 1 Comment
(Country Song)
My love looks in the window and watches you sleep,
can’t you hear it scratching at your door?
My love howls at the full moon down by the creek,
it ain’t for sale in any store.
My love is a wild thing and and it can’t be trained
to do tricks to entertain your group
so put away that leash and that hoop:
my heart is not a poodle.
My love is wild, hog wild,
it ain’t for a sissy or a child,
it’s the hot stuff, not the mild,
don’t treat it like a poodle.
You can housebreak your puppy, you can housebreak your cat
you can even housebreak some bunny rabbits.
You can teach some old boys to wipe their boots on the mat,
but love holds on to its bad habits.
Passion hides in the shadows where it’s damp and it’s dark
to sneak out and bite you on the leg.
No, it won’t sit up and beg:
My heart is not a poodle.
My love is wild, hog wild,
it ain’t for a sissy or a child,
it’s sweet but it’s also vile,
don’t mistake it for no poodle.
Real love likes to run free like a fox or a cur,
it ain’t looking for no master,
so don’t be tying no fancy ribbons ’round its neck
or it’s gonna run all the faster.
I like the way you look, baby, I love how you smell
I long to be your very own,
but don’t toss me no old bone;
my heart is not a poodle.
My love is wild, hog wild,
it ain’t for a sissy or a child,
it’s the hot stuff, not the mild,
don’t treat it like a poodle.
(spoken)
It ain’t nobody’s lapdog.
Won’t wear no rhinestone collar.
Don’t even think about calling it “Fifi.”
- Tom Robbins
em “Wild Ducks Flying Backward”
Categories: curtura · gêneo · sing with your eyes closed
Gatinhas da Macaca
September 10, 2008 · 4 Comments
O Jeff, meu amigo que morreu há algumas semanas, tinha duas gatinhas: Nikita e Lolita. Agora elas estão sem dono, esperando você, alma caridosa, adotá-las. A Vivian vai postar foto delas aqui, aí você pode ver, escolher e contactar a fofa.
Aí você me pergunta (ler com voz anasalada) “Mas por que você não adooota?”.
Por dois motivos, caro leitor:
1 – I’m a dog person.
2 – Eu já moro com a Hello Kitty.
Agradeço de antemão pela atenção. Sei que o Jeff está lendo por cima do meu ombro enquanto escrevo este post e falando “Ai, macaca, como você é bayanna”.
Categories: declaration of faith · soluções para o mundo
Relatório Cabendo nas Calças
September 10, 2008 · 7 Comments
Forma atual: Preta Gil
Fase 3: E começa a preguiça
Quando eu comecei a academia, omiti para mim mesma que tinha um problema no joelho chamado Condromalácia. Uma hora, a coisa começou a pegar e eu tive que mudar o treino. Aí ferrou, né, que eu comecei a ficar desmotivada e faltei a primeira vez. A segunda. A quarta. Mas, não, calma, eu vou. Eu paguei UM ANO de academia. Aqui, ó, que eu vou jogar esse dinheiro fora. (Oi? Quem foi que pagou uma anuidade na Runner e foi SEIS vezes? Ah, bem.)
Por outro lado, já tá dando pra ver resultado. Sábado fui à praia e não precisei arrumar um neném pra segurar. É, porque durante o verão com JP eu tive a oportunidade de fingir que o filho era meu, que eu tinha acabado de parir e por isso estava daquele tamanho.
Claro, vão mais uns muitos meses até ficar bom de verdade. Por enquanto, o que me segura é, como disse o Menezes, aquela conferida no espelho seguida de um “aê”.
O Grande Manual do Stalker Eficiente
September 5, 2008 · 7 Comments
O Caderninho Preto Hypado Virtual traz para você, leitor, o manual que você sempre pediu aos céus. Afinal, as estatísticas dizem que 30% das pessoas que lêem isso daqui entraram através de uma pesquisa de nome no Google. É, tamos ligados. Então, para que a sua busca não dê muito na cara, siga algumas dicas:
- Primeiro de tudo, se estiver stalkeando alguém com nome e sobrenome, faça o favor de abrir outra tab e jogar o link copiado da busca ali. A não ser que você queira dar na cara, né?
- Acompanhe conversas: em comentários de blog, fotolog, scrapbook, wall. Mas quando tiver a oportunidade de estar com a pessoa, NUNCA diga que você “já conhece história tal”. Dizer que leu no blog até rola, mas só fale isso depois de um certo tempo.
- Se você é ex-algumacoisa, discrição, por favor. Você não quer passar atestado de stalker pra uma pessoa que provavelmente já te não considera tão bem.
- Praticar o stalking é ok, a gente entende. É uma doença do século atual. Agora, comedimento é necessário. Sair fazendo tudo igual ao seu objeto de perseguição é meio pesado, hein? Fica uma coisa Hedy Carlson, medão.
- Por fim, perceba-se. Se a pessoa já te sacou e está desviando das suas investidas doentes, mantenha-se longe. Ninguém quer ganhar um processinho, quer?
Categories: suor e sarcasmo · take my advice
Pensamentos acerca da maternidade
September 2, 2008 · 13 Comments
Essas são as coisas que me passam pela cabeça quando eu lembro que um dia pretendo ser mãe. Favor não levar a sério.
- E se meu filho nascer feio? Que diz que mãe acha os filho tudo lindo, mas tem um limite, né?
- Depois dos sete anos, quando a criança fica dentuça e respondona, dá prá continuar amando na mesma intensidade? Ó lá, sejam sinceros.
- Meus bacuri não vão ter orkut e fotolog desde o parto, disso eu sei. Mas sei também que vou fotografar cada momento e ficar repetindo pros outros todasasmilgracinhas que eles fizerem, como se fossem pequenos Einsteins. Digo porque faço o mesmo com meu sobrinho JP. (Aliás, já contei que ele me chama de BIBIA? Awn.)
- É possível superar a decepção da criança sair a cara da tia? Que o propósito de ter filho é esse, gente, ver se sai parecido com os PAIS, não com os periféricos.
- É algum tipo de doença isso de vestir a menina inteira de cor-de-rosa, com saia, legging e bota? Pega na saída da maternidade? Se for, tenho um nome prá isso: Mal de Lilicus ripilicus. Tô me vacinando é hoje.
- Aquele programa das mães lá vai passar a TER GRAÇA pra mim? (Du-vi-do.)
Acho que é só. Mães, respondam-me. Mães sem-noção, neurastênicas e mudérnas, fiquem bem quietinhas.
Categories: dzabafo · questionamentos · sertralina monamur
