Conheci o Jeff em uma festa, quando ele entrou no banheiro feminino querendo confusão. Eu nunca ia me esquecer daquelas tatuagens, uma com o logo do Air.
Nos aproximamos mais durante uma viagem, e a partir dela criamos uma tradição de cobiça ao parceiro alheio (da parte dele, sempre), piadas chulas, apelidos sem sentido e citação jocosa de bons momentos – “cafés, cervejas, viagens, amigos, passeios, ligações e reticências”. Éramos as macacas um do outro.
Nas últimas semanas, durante A Favorita, ele me mandava mensagens de SMS dizendo ser Carolina Ferraz. Na sexta, ele falou pela última vez que ia roubar meu namorado.
Saber que o Jeff morreu sem deixar chance de um último encontro dá um tremendo sentimento de culpa. Ainda espero alguém aparecer e dizer que a morte dele era engano, embora isso nunca aconteça. É o otimismo dos inconformados, acho.
Uma das últimas coisas que ele me confidenciou era que estava muito feliz, o que era raro ouvir daquela boca sarcástica e ranzinza. E vai ser isso que vai me confortar nesses dias de vazio.
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5 responses so far ↓
Mari L. // August 20, 2008 at 1:22 am |
Descobri seu blog há pouco tempo…devorei todas as páginas (todas mesmo) em 2 dias… coisa que eu não podia fazer pq deveria estar concentrada no meu suposto tcc…
e hj qdo eu abri e comecei a ler, bateu uma tristeza.
só queria dizer que sinto muito. não sei o que se sente qdo se perde um amigo, por isso só posso te dizer que sinto, mesmo não te conhecendo…
fique bem.
Bia Bonduki // August 20, 2008 at 11:11 am |
Obrigada, Mari. E volte sempre, eu prometo que não vai ser só tristeza por aqui. :)
Menezes // August 20, 2008 at 11:16 pm |
Oh Bia, que merda isso. Eu sou péssimo em achar a coisa certa pra falar a essa hora, mas se você precisar de um ombro amigo, não exite em tocar a campainha.
cridi // August 21, 2008 at 1:21 am |
É nada, aqui é sempre alegria!
Alegria do irmaozao!
ivi // August 24, 2008 at 1:34 pm |
:*
ami
:*
ami
:*