Entries from August 2008
A entrevista de Paulo deu tanta audiência nesse blog, que resolvi transformar essa malandragem em algo bonito para a humanidade (NOT).
Inauguro a coluna “Parcero Paulo”, para onde você poderá enviar suas perguntas e dúvidas mais aflitivas, que Paulão responderá do fundo do seu almoxarifado e coração.
Vai, pode começar, eu sei que você está doidinho por um minuto de sabedoria Fruminense.
Nos comments, ou por e-mail.
Categories: parcero paulo
O convidado de hoje é especial. Responsável pelo bom-funcionamento da empresa em que trabalha, ele dá duro de dia, para de noite cumprir sua missão na Terra: vivê, como ele mesmo diria. Chegado numa boa birita e autor da receita mais famosa de virado de feijão, é com orgulho que lhes apresento Paulo do Almoxarifado.

- eu e os parcero da repartissão
1 – Diga três gírias que você só encontra no vocabulário de Paulo.
A não sei si é gíria não esse negocio ai mas eu tenho meus lema de vida. É umas coiza muito simples mas que dis muito pra mim: 1 onde tem busseta nao tem amizade, é o trosso mais certo homi que pega amizade com mulé é tudo viado pode anotar 2 mulé de amigo meu é mulher do mermo jeito, odeio hipocrizia so homi po falo mermo pra minha espoza se a patroa do parcero é gostosa o pau sobe não vamo negá, so qui aí é dois trabalho né subir e descer que tem que respeitar 3 mulé que nega cu é vacilona
2 – Quem entra no seu almoxarifado sem autorização por escrito?
vAgabuno que entrá sem pedi lissensa é um sugeito morto ranco os bago. mais Sem pedir autorizassão so entra a celeste minha patroa beijo pra tu meu doce de coco
3 – Descreva o traje perfeito para aquele domingão inesquecível.
bermudão, peito de fora, pé discalsso, futibolzinho no sol muita água que paçarinho num bebe num churrascão com os parcero da repartissão e umas fêmea na piscina que conviver co a cuecada só é foda
4 – Qual o nome dos seus bacuri?
Valdeci, Vanderlei e Valdéia. filha mulé da trabalho viu é melhor ter menino homi e meus filho puxaro a mim tudo maxo mas amo muito eles, meus beim mais preciozo sem duvida são uns garoto maravilhozo grassas a deus
5 – Paulo, divida com os leitores aquela receita de virado.
dividi tu comigo esse teu virado aí, delícia cremosa
Categories: 5 questãs
Hoje cedo, saindo do elevador, quem é que eu encontro? Isso mesmo. Dona Velhinha, andando bem manquitola, bem devagarinho, com aquele sorriso de quem já perdeu a lucidez faz tempo.
Enquanto eu segurava a porta do elevador para ela passar, a enfermeira – uma tia Anastácia de jaleco – olhou para mim e disse “Deus te abençoe”.
Ai, que dó! Ai, que arrependimento. Ai, me passa o chicote.
Depois disso, ela pode cantar uma ópera todas as horas da noite.
Categories: teatro da vida · vergonhinha
Na última semana, tive a oportunidade de experimentar algumas das coisas gratuitas da vida. Ganhei de um salão uma hidratação capilar, e, da academia, uma hidratação facial.
Bom, o que se nota é que nada sai totalmente de graça, e, quando sai, as vantagens ficam no zero a zero. A hidratação capilar mostrou bem isso: a mulher passou no meu cabelo o produto mais vagabundo do salão, de qualquer jeito, e a diferença final foi que eu entrei com o cabelo seco e sujo e saí com ele molhado e limpo. Tudo bem, foi de graça – repeti a noite toda.
Já a hidratação facial foi um pouco mais pesada. Porque não foi do nada, eu me matriculei na academia e “ganhei”. E, tá, era de uma marca boa de produtos. Mas isso implicou em a esteticista ficar me botando terror durante todo o processo.
“Ah, você já tem 27 anos, tem que começar a levar o tratamento da pele a sério”
“Olha como sua pele é seca. Olha como ela tá BEBENDO o hidratante.”
“Celulite não tem cura, hein? Até homem tem (q).”
“Você vai fazer um investimento na sua pele, são só cinco gotas de vitamina c por dia. CINCOGOTAS.”
Que ela tava fazendo o trabalho dela, não há dúvidas. Mas depois de tanto terrorismo, eu não conseguia nem concordar. Deitei a cabeça e fiquei fazendo “hm-hm” até acabar. E não comprei nada, afinal torrei fortunas da minha paciência nessa meia hora.
Categories: a maravilhosa cozinha · constatando e rodando
Conversa ouvida na fila do caixa da padaria ao lado de casa:
- Que esporte é esse?
- Basquete.
- Ah. E aquele cara que a gente conheceu, ele jogava o quê?
- Handebol. Ele era de Ipanéééama.
- É, mas ele tá morando aqui.
(clima fica pesadão)
- E COMO QUE VOCÊ SABE? – insira muito ódio e sarcasmo. – TÁ BEM INFORMADO, HEIN? CONTA!
- …
Os protagonistas nada mais eram que um ator global e seu bofe. Quer dizer, até achei que pudesse ser amigo, mas depois dessa cena, só pode ser a esposa.
Categories: celébritis · grandes diálogos

Assisti no fim-de-semana e achei ótimo. Franco-sarcasmo, protagonista gatinho e bizarrices do tipo “gêmeos-patinadores-que-completam-a-frase-alheia”, e um pouco de drama, mas pouco.
Porém, o melhor de tudo é que o filme é super auto-ressonante. Tive a oportunidade de conviver socialmente com um narcoléptico, que proporcionava as melhores experiências para os comparsas aspenianos. Dormia no bar, no ônibus, no trabalho, em festas e onde mais pudesse encostar. Acordava rabiscado, sem roupa e furibundo.
Andrezinho Página merecia o papel principal deste filme, e certamente o faria com maestria. Mas aí ele pegou no sono e…
Categories: referrânce · suor e sarcasmo
E a vencedora da enquete “A velha debaixo da cama” foi a narcisa Janessa Camargo, que opinou que a senhorinha deveria estar mal. Pois é.
O porteiro me contou que ela é doente e é cuidada por uma enfermeira. Gulp. Falou também que vai avisar a filha da mulher, assim ela confere se a enfermeira não tá maltratando a pobre.
Acho que o horário das quatro da manhã deve ser de algum remédio, que aí ela acorda e começa a gritar.
Claro que me senti péssima com essa história, doença é outra coisa. Mas aí eu fico acordando de noite até quando?
Categories: somefodobrasil · teatro da vida
Estou com problema e não estou brincando. Já me basta os de casa balançarem a cabeça em desaprovação, quando eu juro, eu juuuro, que to assustada.
Faz uma semana mais ou menos que eu ando ouvindo, em horários bizarros (quatro da manhã, meio-dia), a voz de uma velhinha gritando, provavelmente do apartamento de baixo. É assim “vagabuuunda, não serve pra naaada, imprestááável!”. Aí ela solta uns gritos de velha no meio, fala mais umas coisas, mas o estranho é que eu nunca ouço a resposta.
Como eu ainda não tive coragem o suficiente para assuntar com o zelador, nem de fazer uma reclamação (porque, convenhamos, quatro fucking da manhã e gritaria não combinam), pensei em algumas explicações:
1 – É um toque de celular;
2 – É pegadinha;
3 – É espírito.
Antes que eu comece a acreditar que sou sensitiva, dêem seus pareceres. Não quero contato com o oculto de ninguém.
Categories: saifora · teatro da vida