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Entries from July 2008

Cinza-Tóquio

July 31, 2008 · 2 Comments

Quando a situação está tensa em A Favorita e sai tiroteio em Pantanal, olho para minhas unhas e lembro da felicidade da semana. Esta:

Obrigada, Risquè.

Categories: assinoembaixo · gosméticos · q?

Chafé

July 29, 2008 · 6 Comments

Afinal, qual a maldita proporção água x pó de café?

Errei de novo.

Categories: dzabafo

Hobolickin’good

July 28, 2008 · 2 Comments

Sábado à tarde na Rua Galvão Bueno, eu esperava minha mãe parada ao lado de uma senhora, que carregava a netinha de menos de um ano de idade. A menina tinha uns ciliões enormes, e ficou olhando curiosa para mim.
Nisso, chega um senhor japonês, cabelos e barba bem compridos, e começa a brincar com ela. Quando vejo, ele está LAMBENDO a cara da pobrezinha, sob aprovação da vovó. Bom, pensei que fosse o avô dela, né, com essa mistura toda ela bem se passava por sansei. Tá, mas aí eu olhei bem e comecei a notar que o senhor era, na verdade, um passante. E depois de lamber bem a menininha, ele catou a sacola dele e foi embora.

Er.

Ugh.

Categories: don't ask. · q?

MTFW

July 25, 2008 · 2 Comments

Pantanal é uma novela que está mudando meus dias. Desde que o Teatro da Vida passou a ter uma televisão (aberta) na sala, nada me diverte mais que a turminha da Juma Marruá. Aí rolam as influências, né? Que a gente é visionário e trend-setter.
Sabemos, por exemplo, que a próxima febre será a da barrigueira. Jorge afirma e eu assino embaixo. Inclusive, já estou indo até a loja de acessórios eqüestres mais próxima para garantir a minha.
Outra mania que vai voltar é o penteado Filó. Provando a vanguarda, explicamos o passo-a-passo nesta matéria.
E, aguardem, que logo também explicaremos a Trança Betancourt. Que tá tudo meio perto, né?

Categories: apogeu e glória da cafonália · take my advice · teatro da vida

5 questãs

July 24, 2008 · 1 Comment

Ontem foi um dia importante na minha vida. Descobri que João Gravata, jundiaiense, dono de lan house e indahouser, atende por João Francisco no recôndito do lar. O “Gravata” ele mesmo explica: “eu tinha mania de andar sempre com alguma coisa comprida e vermelha balangando por aí, mas, por problemas legais, eu tive que optar pela gravata”.
Conheça um pouco mais sobre esta figura CONTESTADORA e INCONFORMADA, este publicitário que renunciou à carreira para trabalhar com inclusão digital.


- Vão se fudê.

1 – Qual o superpoder da sua gravata?

Basicamente, ela me exime de quaisquer responsabilidades e hábitos de higiene, e me regride à forma de um menino de 5 anos mimado. Uma vez engravatado, eu posso ser escroto, violento, amnésico, adúltero, ter incontinência urinária, e afins. É tipo falar “O Demônio que me fez fazer isso”, mas como não sou um cara religioso, eu ponho a culpa na gravata.

2 – O que uma mulher deve fazer para transformar o Francisco em Gravata?

Hm.. Acho que, pelos motivos supracitados, nenhuma mulher QUERERIA isso. Mas bebida e encheção de saco ajudam. Tipo quando namorada não quer que eu coma alho por causa do bafo. Porra, eu gosto de alho. Deixa eu comer meu alho em paz, cacete. Meu terapeuta diria que o MODE GRAVATA é um escapismo. Mas meu terapeuta não sabe bosta nenhuma.

3 – Se pudesse banir espécimes da sua lan house, quais seriam?

Ah, todo mundo acha que a resposta seria “nerds espinhentos e babões”. Mas esses são bacanas, até. Eu me identifico com eles, por ser um nerd babão. Só não tenho espinhas, que eu passei da idade. Na verdade, DE LONGE, os que mais enchem o saco é a turma do “isso é um absurdo”. É a turminha que chega sem RG, não quer fazer cadastro, eu mostro a porra da lei de LAN Houses pros filhos da puta, e ele ficam indignados e anti sociais. Aqui em Campinas, isso quer dizer um monte de playboy filhinho de Coroné batendo o pipi no balcão e falando “eu tô pagando essa pooooorra”.
Um cidade bem merda essa.

4 – Complete a frase: “O Tataco é…”

O vocalista de Metal Melódico Medieval com Influências Incas, Celtas e Druídicas mais peludo que eu já ouvi cantar.

5 – No filme indahouser da vida, qual seu personagem? (taí sua chance de foder a entrevista, vai)

Hahahaha… porra, essa é a pergunta cabeça, né? Caray. Vamos lá. No grande filme in da houser da vida eu seria o “garçom número 3″, que aparece na segunda cena, e fala “Senhor Oliveira, nossa máquina de ‘espresso’ está quebrada, o senhor aceita um café de coador?”, e morre com um tiro do Senhor Oliveira. Que, imagino, seria o Big. De alguma forma, eu sempre sonho com o Big me matando por causa de café. Acho que eu devo falar com meu terapeuta sobre isso.

Categories: 5 questãs

Vem fazer bumbum

July 22, 2008 · 2 Comments

Quando a “criança” – nome dado pelo Jorge para o espírito faxineiro – me acomete, gosto muito de colocar uma trilha sonora que acompanhe o momento. Geralmente, é alguma música bem datada, bem performática e que permita cantar junto, para que a limpeza seja mais energética. Em primeiro lugar, portanto, figura a velha canção do nosso amigo Paulinho do Caqui, Boom Boom.
Para aqueles que não viveram os anos 80 a todo vapor – eu mesma só tive uma breve noção –, a canção foi mais tarde regravada pelo Venga Boys, numa versão que não possuía nem um terço da energia da original, esta com sete minutos e meio de puro torpor sintetizado.
A letra é um caso à parte. Já na primeira fala, ouvimos Paulinho, em um momento “deixe o gato interior falar mais alto”, convidando o (a) baby para voltar para o quarto para mais um pouco de bumbum. Logo em seguida, ele diz que “can feel your DYNAMITE”. Ilustrativíssimo. Mais adiante, ele fala algo de sentir “my strong desire”. É, é uma canção bem sensual.
O resultado sempre agrada. A casa fica limpa, eu continuo disposta, e ainda tenho desejos incontroláveis de andar de pegnoir e turbante, tomando um dry Martini. Afinal, what can be gayer than a Paul Lekakis song? O clipe, claro.

Categories: apogeu e glória da cafonália · dança lazarenta! · música e letra

Porca morta na porta da horta

July 18, 2008 · Leave a Comment

A Casa do Teatro da Vida resolveu aderir aos produtos orgânicos, há duas semanas. Seguimos a dica da Zel e pedimos uma cesta do Sítio A Boa Terra. Alguns dias antes eles me enviaram a lista de hortaliças que vinham na cesta e, no dia combinado, ela chegou. Agora, as considerações:

- Moramos em dois e comemos fora na maioria do tempo. Ou seja, nos sentimos obrigados a comer mais em casa, e com isso virei – falo por mim – uma MURRINHA.

- Os produtos são orgânicos, certo? O que quer dizer que eles não contêm agrotóxicos e bla bla bla. O que quer dizer que, se não comer, eles estragam muito mais rápido que o que a gente está acostumado. Tipo, MUITO mais. As mixiricas já se foram, e o fim das laranjas está bem próximo. Já a mandioquinha eu não quero nem ver, é obrigação do Jorge.

- Por outro lado, jantar salada e sopa de legumes fresquinha da uma sensação super assim, MOLICO, de vida saudável.

Categories: a maravilhosa cozinha · relatórios · teatro da vida

Feições muares

July 17, 2008 · 1 Comment

Aí eu tava passando na rua e um senhor me perguntou alguma coisa. Virei para soltar um “perdão?” e, nesse ínterim, percebi que ele não tinha perguntando coisa nenhuma, e sim soltado algo como “goshtósa”. Só que, até meus músculos faciais compreenderem o fato, era tarde demais, e eu virei pro senhor com uma cara de mula irreproduzível.
Eu espero, do fundo do meu coração, que ele tenha entendido isso como desprezo.

Categories: aí né · q?

O sábio da revistaria

July 17, 2008 · 2 Comments

Um momento memorável, parte da grande visita de Menezudo.
Falávamos de Claudia Leitte e sua felicidade exttravasada. Ele comenta:
- Essa mulher precisa tanto afirmar que é feliz, que eu acho que ela sofre de depressão.
Surge então, do meio das revistas de fofoca, um serzinho que mais parecia um marsupial, e professa:
- Isso não é depressão, isso é OUTRA COISA.

Menezes, com toda a paciência digna da Dinastia Fiãescabraldemenezes, responde que aquilo foi só uma piada e que certamente foi mal-compreendida pelo marsupial. E desfere-lhe uma voadora no meio do peito. Tá, essa última parte é mentira.

Categories: grandes diálogos · olho no lancecece

Os pato que voa discosta.

July 11, 2008 · Leave a Comment

Se um livro te apresenta isso logo na introdução…

“You’re warm, snug, alone, loosely clothed, and the anaïs nin (green label) is working your blood like a Vegas entertainer working a room. If you don’t burrow further into this modest if unusual collection, what else can you possibly do with yourself tonight?
You don’t have to answer that.”

… é porque ele vale muito a pena.

Categories: curtura · infâmia