my virtual moleskine

Entries from June 2008

Não disse?

June 30, 2008 · Leave a Comment

Bem que eu mandei a noiva fazer igual e expulsar.

Categories: suor e sarcasmo

Ah, a auto-sabotagem.

June 30, 2008 · Leave a Comment

Vergonha de si mesma é ter uma hora inteira para si, pegar um livro RUIM para ler na livraria e sentar de modo que a capa fique bem escondida, para não ser julgada.
E, finalmente, concluir que, de uma hora inteira, perdi 60 minutos.

Categories: autozoação · vergonhinha

Como sempre foi.

June 27, 2008 · 1 Comment

You’ll remember someone that broke your heart , and you’ll think to yourself, Oh, yes, I can remember how that feels. But you can’t, you smug old git. Oh, you might remember feeling sort of pleasantly sad. You might remember listening to music and eating chocolates in your room, or walking along the Embarkment on your own, wrapped up in a winter coat and feeling lonely and brave. But can you remember how with every mouthful of food it felt like you were biting into your own stomach? Can you remember the taste of red wine as it came back up into the toilet bowl? Can you remember dreaming every night that you were still together, that he was talking to you gently and touching you, so that every morning when you woke up you had to go through it all over again? Can you remember carving his initials in your arm with a kitchen knife? Can you remember standing too close to the edge of an Underground platform? No? Well, fucking shut up then. Stick your smile up your saggy old arse.

A Long Way Down – Nick Hornby

(não, nenhum coração por aqui está partido)

Categories: curtura · dô de amô

Brindes, gifts, jabás que adoramos

June 25, 2008 · 5 Comments

Terminada a temporada de desfiles, é hora de contabilizar os brindes. A vantagem de morar com uma máscara do teatro grego do jornalismo fashion brasileiro é ganhar milhares de coisas sem nem precisar sair de casa, nem passar carão na fila, vide episódio abaixo.
Vamos a eles:

Lencinho de alguma marca que desconheço: para usar em volta do pescoço, estilo “oi-to-indo-no-clube-sírio-em-1995″. Uma graça!

Amostras de maquiagem da Contém 1g:
entre elas, a sombra marshmallow, que sei que nunca usarei, mas vou guardar para alguma possível ocasião.

Mousepad Carlota Joakina: com um desenho que remete a uma genitália feita de pérolas, um luxo!

Blusa Juliana Jabour: tem um jabá gigantesco nas costas, mas bota um coletinho e tudo fica lindo.

Mini-quimono Cantão: outro que vem repleto de jabás, e dá uma ótima saída de praia.

Band-aids Alexandre Herchcovitch: to cortando meu dedo a-go-ra.

Baralho Cavalera: frustrante. Achei que teria naipes estilizados, e figuras do mundo da moda no lugar de rei, rainha e valete. Podia ser baralho de Jogo do Mico, né? Mas, enfim, ótimo prá jogar paciência.

Batom de cor estranha Natura: o cor estranha é por conta do Jorge. Eu provei e achei ótimo, tanto que uso todo dia.

My Silhouette Nivea: o melhor brinde do mundo. É um creme remodelador e redutor de gordura, feito de chá branco e anis, com um cheiro ótimo. Se funciona, eu não sei. Precisa usar por quatro semanas prá ter resultado, mas estou testando.

Obrigada, Jorge! Aguardo ansiosamente a temporada de inverno.

Categories: guilty pleasure · suor e sarcasmo · teatro da vida

Shakespeare e O Segredo.

June 23, 2008 · 2 Comments

Não sou de postar máximas e pensamentos aqui, mas ontem meu pai soltou essa:
“O ódio é um veneno que tomamos esperando que o outro morra.” – William Shakespeare

Olha, vou dizer. Serviu bem para eu parar de xingar um moleque de 16 anos, cara cheia de espinha, que jogou o carro (do pai dele, certamente) em cima de mim enquanto eu atravessava a rua, e ainda falou “ru-a!”, como se o direito de ser lindo no asfalto fosse só dele.
Os impropérios? Acho que peguei pesado.

Categories: exercício do ódio · quo-tations

Truck stop hooker in leopard leggings

June 20, 2008 · 2 Comments

O melhor acontecimento do SPFW foi presenciado pelas pessoas do lado de fora. Uma menina de seus 16 anos, trajando leggings de oncinha tamanho PP, uma regatinha branca tamanho “de 0 a 6 meses”, tamancas altas e MUITO blush na cara, tentava, insistentemente, entrar no pavilhão. Pense em insistentemente como aqueles testes com peixinhos dourados e descargas elétricas.
Ela chegava até os seguranças com algum convite que não era válido, aí tomava uma carraspana. “Num pode entrar, não, garota. Próximo!”. Aí a menina zanzava um pouco pela calçada, com cara de desespero, até que conseguia falar com alguma bichinha importante, que dava prá ela algum outro convite, que não valia, óbvio. Voltava pro fim da fila e a gente ouvia os seguranças disputando quem ia chochar a infeliz.
Dizem em Valinhos que a menina está até agora na fila.

Categories: le grand cirque du mique

Uma vizinha do (anti-)barulho

June 17, 2008 · Leave a Comment

A Casa do Teatro da Vida já possui uma antagonista na trama: Dona Vizinha. Eu não vou chamá-la pelo nome, porque isso implica macular o santo nome de mamãe, e a gente não quer fazer isso. Dona Vizinha está velha e ruim da cabeça. Dona Vizinha, já tinham nos avisado, reclama de todo e qualquer barulho, seja a hora que for. Dona Vizinha tem o estranho costume de visitar o lixo do nosso andar várias vezes ao dia, sempre cuidando para que a porta bata forte e faça um estrondo de infartar. E, como toda boa vizinha, Dona Vizinha gosta de espiar nossa varanda.
Aí hoje eu aproveitei a hora do almoço para desovar uma sacola em casa e, quando desci, já dentro do carro do amigo, fiquei olhando para a janela de casa, sem propósito algum. E, quando percebo, vejo Dona Vizinha não só com meio corpo dentro da minha varanda, como também puxando uma planta do NOSSO vaso.
Ou seja, no próximo capítulo ela certamente será pega deitada na cama do Jorge.
Sifudemo.

Categories: teatro da vida

Uma canção para moi.

June 17, 2008 · 5 Comments

Semana passada foi dia dos namorados, e de presente eu ganhei uma curiosidade alérgica. O Mano conseguiu me segurar até sábado, para finalizar e me entregar esta coisa preciosa aqui:

*Aviso: vista sua fralda*

Os agradecimentos já foram devidamente feitos, entre muita baba, lágrimas e xixi. Repetir o quanto isso é fofo e importante para mim é understatement.

<3

Categories: declaration of faith · endless xixi · l'amour · snoopylike dancin' · vídeos

Eu não vou ver a Carrie, amigá.

June 16, 2008 · 2 Comments

Taí uma coisa que você nunca pediu para saber: por que eu não vou ver SatC. Depois de ler opiniões parecidas, vou dar minha não-solicitada opinião.
Eu nunca tive interesse pela série. Se vi, posso contar as vezes nos dedos de uma mão petista e, de todas elas, não gostei de nenhuma. Deu sono, deu vergonha, troquei de canal. A idéia seria até boa, se fosse para mostrar o cotidiano de quatro mulheres novaiorquinas sob uma ótica, sei lá, sarcástica. Eu disse boa, não genial. Só que permear uma série com o desespero do matrimônio é uma idéia que talvez desse certo em 1900.
Aí vem o fanatismo, né? Mulherada em peso se identificando, levando a sério, torrando grana na Shoestock e tomando drinks no Rei do Mate. Pior, fazendo teste na internet para descobrir qual personagem elas são – e vibrando ao descobrir que são Samanthas Jones. E malhando o sexo oposto, coisa que eu ouço de onze entre dez conversas furtadas nas praças de alimentação. “Que cara idiota, amigá, ele não te merece. Passa comigo na C&A depois?”. Aaai, que preguiça.
Então não vou. Vou ficar em casa vendo minhas séries favoritas, que podem não ser mil vezes melhores que SatC, mas que ao menos me divertem. E se eu declinar um convite, por favor, não me levem a mal. Como diz a MC Sharon, ado, a-ado, cada um no seu quadrado.

Categories: dzabafo · saifora

Tédio

June 16, 2008 · Leave a Comment

Existem pessoas que morrem milhares de vezes, no meu ver. O Saddam Hussein, por exemplo, morreu em 1996. Eu juro. Depois, foi só re-morrer. Assim também foi com o Bezerra da Silva e o Jamelão.

-x-

Sol com frio, sol com frio, sol com friiiiio!

-x-

Ouvido no Sacha, enquanto matava as lombrigas com um dogão:

- Não, ela não era zoada de feia, era aloprada de louca mesmo.

Categories: aí né · morose